A Direcção-Geral da Saúde (DGS) alerta que a inalação de fumos ou de substâncias irritantes químicas e o calor podem causar danos nas vias respiratórias e emitiu recomendações sobre o que deve fazer-se nestas situações.

Sublinhando que as crianças, idosos e doentes respiratórios crónicos são os mais vulneráveis, a DGS detalha que existem lesões de inalação devidas ao calor que provocam obstrução e risco de infecção.

“Além da lesão pelo calor, há possibilidade de lesão pelas substâncias químicas do fumo que provocam inflamação e edema com tosse, broncoconstrição e aumento das secreções”, refere a informação publicada pela DGS no seu site e que pode ser consultada em https://www.dgs.pt/em-destaque/recomendacoes-para-a-exposicao-ao-fumo-de-incendios.aspx.

A DGS sublinha que existe ainda a possibilidade de surgirem lesões “mais tardias e mais graves, com destruição celular e, que, em casos extremos, causam falência respiratória”.

Assinalando que se deve evitar a exposição os fumos, porque esta é a forma mais efetiva de prevenir danos, o organismo liderado por Graça Freitas elenca as medidas que devem ser tomadas caso haja inalação de fumos.

Nesta situação, acrescenta, deve retirar-se a pessoa do local e evitar que respire fumo ou esteja exposta ao calor e pesquisar-se sinais de alarme, nomeadamente a presença de queimaduras faciais, dificuldade respiratória ou alteração do estado de consciência.

A DGS refere ainda o “mito do leite” para sublinhar que não existe descrição da sua utilidade em artigos científicos, e que o “leite não é um antídoto do monóxido de carbono”.

“A concentração de monóxido de carbono no fumo resultante do incêndio tem efeitos nocivos para a saúde para quem estiver próximo da linha de fogo”, podendo resultar em cefaleias, sensação de falta de ar, alterações visuais, irritabilidade, náuseas e fadiga para concentrações inferiores a 40%; confusão, alucinação, ataxia e coma para concentrações entre 40 e 60%; e na morte para concentrações superiores a 60%”, refere mesma informação.

A DGS recomenda aos serviços de saúde que se organizem para que, antecipadamente , adequem as necessidades de resposta ao possível aumento o número de utentes com sintomas associados à exposição e inalação de fumo.

Em caso de necessidade as pessoas podem pedir informações através da linha de saúde 24 (SNS24), devendo ligar para o 112 em caso de emergência.

Pelas 00:30 de hoje havia registo de 20 fogos activos que estavam a ser combatidos por mais de 2.700 operacionais, sendo os fogos nos distritos de Leiria, Setúbal e Aveiro que estão a mobilizar mais meios de combate, de acordo com a Protecção Civil.

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