A União Desportiva de Santarém (UDS) aguarda a decisão da Federação Portuguesa de Futebol de aceitar, ou não, a presença do Vitória de Setúbal na Liga 3, na próxima temporada, por o clube sadino se encontrar, desde 2 de Maio, insolvente. 

Segundo apurámos, a lista provisória de credores é superior a 26 milhões de euros, incluindo, dívidas à Autoridade Tributária, Segurança Social e a outros clubes. 

“Aguardamos o cumprimento dos regulamentos por parte da FPF”, afirma Pedro Patrício, presidente da UDS, que garante estar preparado para subir à Liga 3, ocupando a vaga que o Vitória conseguiu no terreno de jogo.

A UDS deverá ser o clube convidado pela Federação caso o Vitória não apresente, até ao próximo dia 20, os requisitos legais para integrar a próxima edição da Liga 3.

Se tal acontecer, os regulamentos indicam que caso alguma das equipas não cumpra os requisitos obrigatórios para subirem do Campeonato de Portugal à Liga 3, será o terceiro classificado dessa mesma série (2) a poder ocupar a vaga, no caso a UDS.

“Desde o passado dia 2 de Maio, quando foi pública a insolvência do Vitória de Setúbal, ficou claro que poderia abrir-se mais uma vaga de subida na nossa série. Ainda assim, o nosso foco no relvado foi sempre jogar para conseguirmos garantir um dos dois primeiros lugares, algo que, infelizmente, acabou por não acontecer. Perante este cenário, e se o desiderato acabar por ser esse, ou seja, o Vitória de Setúbal não apresentar as obrigações inerentes à inscrição na Liga 3, o que posso garantir é que o União de Santarém tem tudo preparado para poder assumir a vaga”, assumiu Pedro Patrício.

Pedro Patrício, presidente da União de Santarém diz-se “tranquilo”, a aguardar que a FPF faça cumprir o regulamento disciplinar, nomeadamente o ponto 2 do artigo 14, pela defesa da verdade desportiva que refere: “Qualquer circunstância que conduza um Clube ao não preenchimento de uma vaga de subida à Liga 3 para a qual se qualificou determina a sua substituição pelo clube imediatamente melhor classificado da mesma série da 2.ª fase do Campeonato de Portugal, e assim sucessivamente até preenchimento da vaga”.

O presidente da UDS acrescenta ainda que “já fomos notificados pela Comissão de Licenciamento da FPF, na sua reunião de 27 de Maio de 2024, da deliberação na atribuição de licença à UDS para a participação na LIGA 3, na época desportiva 2024/2025, em virtude do cumprimento de todos os critérios, de verificação cumulativa, previstos no Regulamento do Licenciamento de Clubes para as Competições da FPF.”

No plano desportivo, Pedro Patrício refere que “já há algum tempo, estamos a trabalhar juntamente com a equipa técnica o planeamento do plantel sénior e da restante estrutura do futebol de formação, para dentro de poucas semanas, começar a época 24/25 na LIGA 3.”

Vitória emite comunicado

A propósito dos acontecimentos verificados no último U. Santarém- Vitória de Setúbal, nomeadamente, a alegada substituição de um jogador vitoriano após ter visto o segundo cartão amarelo, e do consequente protesto da UDS junto da Federação Portuguesa de Futebol,  a turma sadina emitiu um comunicado, a 29 de Maio, no qual repudia veemente as práticas antidesportivas e a postura do “vale tudo” da União Desportiva de Santarém, que recorre a métodos improváveis para tentar inverter o resultado de uma partida”.

No mesmo comunicado o Vitória considera “falso” o que a UDS alega, nomeadamente que “o jogador do VFC, nº10 Caleb Santos Rocha, terá recebido o segundo cartão amarelo antes de abandonar o terreno de jogo”. 

“O jogador do VFC nº10 Caleb Santos Rocha, recebe o cartão amarelo, quando já se encontrava fora do terreno de jogo, e no caminho para o banco de suplentes, como demonstram as imagens”, defende o clube sadino que garante: “Só é exibido o cartão vermelho ao jogador do VFC nº10 Caleb Santos Rocha, quando este já se encontrava no banco de suplentes, e depois da entrada em campo do jogador nº88 Paulo Lima, como se pode ver nas imagens da transmissão do jogo”.

A terminar o longo comunicado, a direcção do Vitória refere que “não se revendo na postura antidesportiva e no “vale tudo”, corta com efeitos imediatos todas e quaisquer relações institucionais com a União Desportiva de Santarém”.

O imbróglio está lançado e a decisão final sobre o futuro dos dois clubes ao nível competitivo está nas mãos dos órgãos competentes para os julgar da Federação Portuguesa de Futebol.

JPN

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