As corridas de touros agendadas para os dias 10 e 12 de Junho, na Praça Celestino Graça, em Santarém, foram adiadas devido a falta de entendimento entre a organização e a autoridade de saúde pública.

Em comunicado, a Associação Praça Maior afirma que as corridas foram adiadas devido a “uma nova imposição” das autoridades de saúde pública em que exigem que “todos os espectadores fossem obrigatoriamente testados nas 24 horas antes de cada espectáculo, e apresentassem teste negativo à Covid-19 para poderem entrar nos mesmos”.

“Com esta exigência, apresentada apenas hoje [8 de Junho] pelas 17h52 pela ARS Lisboa e Vale do Tejo, a DGS bloqueia, inapelavelmente, a possibilidade da realização dos espectáculos nos próximos dias 10 e 12 de Junho, obrigando a Associação Praça Maior a adiá-los para data na qual se voltem a aplicar à Praça de Santarém as regras que se aplicam nas demais salas de espectáculos do país”, refere a mesma nota.

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Ainda segundo a Praça Maior, o parecer da ARS Lisboa e Vale do Tejo responsabilizava a organização “pela verificação da existência destes resultados conformes, devendo interditar a entrada a cidadãos que não cumpram o disposto na presente determinação”.

A organização destaca ainda que “tal situação nunca foi antes aplicada a nenhuma sala de espectáculos portuguesa, parecendo que a tauromaquia e a Praça de Toiros de Santarém foram escolhidas para funcionar como “cobaias” de novas limitações, que vão ao arrepio da legislação vigente, e do próprio processo de desconfinamento que o Governo anunciou querer acelerar já a partir de dia 14 de Junho”.

A Praça Maior assinala que dará notícias das novas datas de realização das corridas “tão breve quanto possível”, e conclui que se vai defender em nome “da Festa, da Cidade, dos Aficionados, dos Artistas, das Empresas Parceiras e de todos os que são prejudicados com esta tomada arbitrária de posição por parte da DGS, não deixaremos de fazer valer os nossos direitos”.

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5 comments
  1. Obrigada DGS,já que o governo não tem cara para dizer BASTA DE BARBARIE,que seja a DGS a faze-lo.
    Todos os motivos são bons para acabar com algo que nunca devia ter existido.

  2. Eu já comprei os ingressos Cia internet, como eu faço para receber o reembolso.

  3. As Monikas e as Wandas não gostam e estão no seu (delas) perfeito direito. Como não gostam, não gastam. Será que as incomoda que eu goste? será que as incomoda que eu tenha direitos? Elas têm direitos que acidentalmente lhes foram dados pela minha geração num “jogo” que disputamos em Lisboa exactamente há 47 anos 1 mês e 15 dias. A não ter sido assim ainda não votavam, e, muito menos diriam alarvidades. Poupem-nos porque nós merecemos respeito. Já agora procurem merece-lo também.

  4. As Monikas e as Wandas estão no seu (delas) perfeito direito de não gostarem. Como não gostam, não gastam. Será que as incomoda que eu tenha direitos também? Será que as incomoda que eu goste? Eu passei a poder gostar do que quizer há uns anitos. Participei num “jogo” que teve afinal em Lisboa exactamente há 47 anos 1 mês e 16 dias e nesse dia conquistei o direito de poder gostar do que quisesse. Aqui há uns anos li uma frase que me marcou e que diz grosso modo o seguinte: “quando uma maioria oprime uma minoria, mesmo que essa minoria seja um só indivíduo então somos todos fachistas” O que é que se pode dizer quando é uma minoria a oprimir? Sim porque Mónicas, Wandas, berloques, assexuados, burroides, cameloides e outros que tentam impor o próprio gosto, felizmente são uma minoria. Eu sei que vivo numa anedota de um País em que qualquer nódoa com algim poder, se mete em cima dum escadote para aparecer na fotografia. Temos muitos exemplos que vão de primeiro ministro a chefe dos varredores. Por favor, poupem-me, respeitem as minhas opções e os meus direitos, deixem-me ver touradas… com toiros, porque das outras estou cansado.

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