“Aprender a não desistir é uma grande virtude”

Débora D’Oliveira, é um cantora natural de Almeirim que sonha tornar-se numa referência no mundo da música. Já participou em alguns programa televisivos e diz ser uma “alma sonhadora, cheia de ideias e com projectos que quer desenvolver e partilhar com o mundo”. O Correio do Ribatejo foi conhecer esta jovem formada na área do Direito que tem um sonho: ser cantora.

Como é que surge a música na sua vida? Na realidade, a música sempre esteve na minha vida. Os meus pais sempre ouviram música em casa, por isso toda a minha infância foi bastante musical. Desde muito cedo, a minha forma de ser extrovertida passou por andar a cantarolar pela casa fora, passar muito tempo a ouvir música e a imitar as cantoras que eu adorava. Mas este “dom” acaba por se tornar público de uma forma engraçada mas muito subtil, durante um jantar de família em que o meu pai, que já sabia que eu cantava, me desafiou a cantar Dulce Pontes num karaoke.

Quais são as suas referências musicais? É difícil apontar apenas um ou dois músicos e artistas com os quais sempre me identifiquei, mas diria que a base das bases será Michael Jackson, Whitney Houston, Beyoncé, Christina Aguilera, Queen, Alicia Keys, Ne-Yo, John Legend, Mariah Carey.

Quando foi a primeira actuação em público? A primeira actuação em público foi num evento de Dadores de Sangue na Portela das Padeiras com dois amigos do Conservatório de Música de Santarém, curiosamente numa quinta que hoje também me é querida por ter sido o sítio onde a minha irmã casou.

Ficou conhecida por participar no programa ‘Just Duet’ da SIC, onde chegou às meias-finais. O que a levou a decidir participar nesse programa e que balanço faz da experiência? Participei no Just Duet, depois de ter participado muitas vezes noutros programas de televisão e ter recebido sempre nãos. No fundo, participar no ‘Just Duet’ foi mais uma etapa da procura pelo reconhecimento e pelo sonho de entrar no mundo da música. 

Recentemente voltou à televisão para participar no “The Voice” da RTP, tendo como mentor António Zambujo. Porquê voltar a participar num concurso? Depois de ter participado no Just Duet, e de ter tido inúmeras experiências no mundo da música das quais me orgulho muito e pela quais me sinto muito grata, decidi que gostava de mostrar um bocadinho mais de mim enquanto cantora, e não só enquanto back vocal.

Que é que mudou na sua vida após estas experiências no mundo da televisão? Acima de tudo fica sempre a experiência, e fica também o sentimento de que fui aos dois programas fazer aquilo que mais amo na vida – cantar – por isso nada disto foi uma perda de tempo, mas sim uma aprendizagem. Aprender a não desistir é uma grande virtude, e conhecer mais pessoas que partilham do mesmo amor pela música é também um grande privilégio. 

Como é que ajusta a sua vida profissional ao mundo da música? Tenho vindo a aprender que quando queremos muito uma coisa na vida, há sempre tempo para a fazer. Mesmo que por vezes pareça muito difícil, há sempre forma.As palavras-chave são gestão de tempo e muito amor pelo que estamos a fazer “fora de horas”.

Que objectivos tem para o futuro? Acima de tudo, vou continuar a trabalhar para atingir os meus objectivos. Tenho muitos projectos que pretendo levar a cabo durante o próximo ano, e neste momento sinto-me cheia de energia para abraçar as oportunidades que 2020 me trouxer.

Qual é a sua vertente da música que mais gosta? E a que mais detesta? A vertente com a qual me identifico mais a cantar e a criar música é o Pop, Soul, R&B. Mas a realidade é que a cada ano que passa vou descobrindo outros estilos de música com os quais também me identifico, vou “apurando” os meus gostos musicais. Detestar é uma palavra muito forte. Eu sinto que todos os dias aprendemos alguma coisa nova e para isso temos de estar abertos a essa aprendizagem. Na música é igual, vou estar sempre a aberta a descobrir novos estilos de música, novas formas de criar música, por isso, à partida não fecho as portas a qualquer estilo.

Quais são os seus hobbies favoritos? Adoro passear na praia, andar de barco, fazer música, ver filmes e séries, viajar…

Qual é para si uma viagem de sonho? Cidades como Nova Iorque e Los Angeles vão ser sempre os meus destinos de sonho por estarem associadas aos grandes artistas mundiais e porque são os sítios onde a música acontece. Mas destinos como o Japão, a Colômbia, Croácia, Canadá, Austrália, Coreia, também me suscitam muita curiosidade.

Se pudesse alterar um facto na história, qual seria? Acho que tudo acontece por uma razão. E se a minha história e a do mundo foi esta até agora, então creio que assim teve de ser. Mas se pudesse escolher um facto seria por exemplo, o Holocausto ou mais recentemente a eleição de Trump.  

Se pudesse participar num filme, qual escolhia? Participava no Titanic para poder dizer ao Jack que naquela placa de madeira cabiam os dois. Não sei, talvez participasse no Náufrago ou no Forrest Gump uma vez que foram filmes que me marcaram muito há uns belos anos atrás.

PARTILHE COM OS SEUS AMIGOS