A “H2O” é uma organização juvenil, situada em Arrouquelas, no concelho de Rio Maior, com um trabalho social que contribui para o desenvolvimento da comunidade. Este ano completa 25 anos de existência e de inúmeras actividades regulares.

A “H2O” – Associação de Jovens de Arrouquelas, foi fundada em 1996 por um grupo de jovens que tinha o objectivo de “criar melhores condições e oportunidades para os jovens que viviam na Freguesia de Arrouquelas”.

Diversas actividades foram criadas tendo, sobretudo, especial foco na sustentabilidade e na preservação do meio ambiente. Havia também o objectivo de tornar Arrouquelas como um local de referência para o associativismo juvenil.

“25 anos depois, este continua a ser o nosso mote. Os jovens continuam a ser o nosso grupo alvo, as questões ambientais continuam a ser a nossa missão e somos uma referência do associativismo jovem em Portugal”, refere a “H2O” em nota enviada ao ‘Correio do Ribatejo’.

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“Arrouquelas não é a mesma aldeia desde a nossa existência e isso é claramente visível. Há mais de 10 anos que acolhemos jovens vindos de vários países da Europa, que permanecem connosco num programa de voluntariado europeu de 12 meses de duração. Estes jovens criam iniciativas para a freguesia e desenvolvem trabalho de voluntariado em escolas infantis e primárias em Rio Maior e, também, junto de instituições de cariz social e ambiental na zona de Rio Maior”, acrescenta a associação.

A “H2O” conta neste momento com cinco voluntários oriundos de França, Grécia e Macedónia, e aguardam ainda receber, este ano, jovens vindos da Arménia e de Guadalupe.

A “H2O” ostenta hoje dois selos de qualidade, atribuídos pelas Agência Nacional de Juventude que coordena o programa Erasmus + financiado pela EU: Selo de qualidade Erasmus + e o Selo de qualidade do Corpo Europeu de Solidariedade.

As candidaturas a que a “H2O” concorreu permitirão no futuro – próximos sete anos – envolver cerca de 1.500 jovens de vários países com projectos de envio e de acolhimento de jovens.

“Um dos projectos que continuamos a desenvolver, em parceria com o IPDJ – Instituto Português do Desporto e da Juventude, é o “Voluntariado Jovem para Natureza e Florestas. Este projecto leva os nossos voluntários a dar importância e visibilidade à necessidade de proteger as florestas e a natureza dos incêndios que ocorrem no Verão. Duas vezes por dia deslocam-se voluntários para o nosso posto, criado para facilitar a visualização e identificação da zona/local onde decorre um incêndio. Deste modo, a identificação do incêndio é feita mais cedo permitindo assim uma acção mais rápida com menos consequências ambientais”, informa a associação na mesma nota à qual o ‘Correio do Ribatejo’ teve acesso.

Existe ainda o “Geração Z”, também este em parceria com o IPDJ, onde os jovens inscritos realizam um trabalho mais próximo da comunidade, cuidando de espaços públicos ou ajudando os seniores a fazerem a correcta separação dos resíduos.
“Conta-me Como Foi”, um projecto que criaram no início deste ano, tem como objectivo “criar uma memória colectiva da aldeia”, fazendo registos audiovisuais com as entrevistas feitas à população sénior de Arrouquelas.

Nas entrevistas à população são feitas perguntas sobre a infância e a adolescência dos aldeãos, da forma como viviam a vida, as recordações que têm da aldeia e da Guerra do Ultramar.

A partilha dos vídeos é feita no canal do Youtube e redes sociais da “H2O”, com o consentimento do entrevistado, devidamente editados e legendados em inglês para que a comunidade estrangeira possa também ter acesso.

A “H2O” reforçou parcerias com associações nacionais e locais durante a pandemia, tais como a Associação ‘Patinhas de Rua’, e o Canil Municipal ambos de Rio Maior.
Com este projecto, os jovens aprendem a cuidar dos animais, ajudando a passear os cães, escovam-nos e dão-lhes banho. Ajudam também a melhorar os espaços e oferecem material e comida.

A manutenção da Fonte da Breja, um jardim público, é uma das suas actividades diárias. A fonte foi completamente reabilitada pela “H2O” com o apoio de voluntários. Todos os dias, pelo menos uma vez de manhã e outra ao final do dia, as flores são regadas, as ervas daninhas são cortadas e a fonte é pintada.

“Reciclar é Ganhar” é outra das actividades que surgiu da necessidade de tornar a aldeia mais verde e amiga do ambiente, incentivando a população a adquirir mais e melhores hábitos de reciclagem.

“O nosso foco é sobretudo a população sénior, pois têm maior dificuldade a fazer a correcta separação do lixo ou a deslocarem-se até aos ecopontos, que por vezes encontram-se afastados das suas casas”, refere a “H2O”.

Acontece também, em alguns casos, “as “bocas” dos ecopontos serem demasiado elevadas, algumas pessoas têm problemas motores, o que acaba sendo uma dificuldade para aqueles que querem reciclar”, acrescenta a associação que, por isso mesmo, se desloca a casa das pessoas, com uma carrinha e um atrelado, para recolher o lixo que elas vão separando durante a semana.

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