Hospital de Santarém refuta críticas dos enfermeiros quanto à progressão na carreira

A Administração do Hospital de Santarém refutou as críticas do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) sobre uma alegada falta de enfermeiros naquele hospital e sobre a contagem de pontos para progressão na carreira, decisão que atribuiu à tutela.

“O SEP reclama a contagem e a atribuição de 1,5 pontos, no período de 2004 a 2014, todavia, o Hospital Distrital de Santarém (HDS), à semelhança de outros hospitais, seguiu as orientações da tutela, atribuindo um ponto por cada ano em que não tenha ocorrido avaliação de desempenho”, deu conta o Conselho de Administração (CA) daquela unidade hospitalar, presidido por Ana Infante, em resposta a questões colocadas pela Lusa.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses realizou uma concentração junto ao Hospital de Santarém para reivindicar o “reforço de profissionais” e relembrar que o descongelamento de progressões nas carreiras “está por cumprir” desde Janeiro de 2018, entre outras reivindicações.

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Relativamente ao descongelamento de carreira e contagem de pontos, o CA do HDS faz ainda saber que, “à semelhança de todas as carreiras da Administração Pública, a progressão dos enfermeiros esteve congelada de 2004 a 2018, sendo que, desde o momento em que se procedeu ao referido descongelamento, todos os enfermeiros foram reposicionados conforme os pontos acumulados até esse momento”.

Nesse sentido, sublinha, “a não progressão na carreira não se deveu, assim, à falta de atribuição de pontos”.

Relativamente a uma alegada falta de profissionais, o HDS diz que “contratou sempre os enfermeiros necessários, seja para substituição de profissionais temporariamente ausentes, seja para substituições definitivas, dentro do que se encontra orçamentado até ao momento”.

Mais acrescenta que se “encontra ainda contemplado um aumento de efectivos deste grupo profissional no Plano de Atividades e Orçamento de 2020”.

No entanto, o CA reconhece a “muita rotatividade” da classe de enfermeiros em Santarém e as dificuldades na fixação destes profissionais de saúde, situação que atribui a “circunstâncias várias”.

Na resposta enviada à Lusa, pode ler-se que o HDS se “deparou com dificuldades em fixar enfermeiros, dado ser um local de transição de profissionais que pretendem aproximação aos locais de residência, especialmente o Norte do país, o que por vezes se traduz num constrangimento para o equilíbrio das equipas”.

Todavia, nota, “tem vindo a ser feito trabalho que visa contrariar esta tendência”.

Neste momento, o quadro do HDS conta com 598 enfermeiros, tendo sido contratados quatro enfermeiros para ajudar na resposta à covid-19, concluiu.

A responsável do SEP de Santarém, Helena Jorge, disse hoje à Lusa que está agendada uma reunião de toda a estrutura sindical para “meados de Setembro”, em local a designar, onde será avaliado o desenvolvimento de toda a situação e que servirá também para auscultar os enfermeiros sobre o assunto e até em relação a eventuais formas de luta.

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