Jesús Gonzalo López encerrou com chave de ouro Festival de Órgão de Santarém

 

Jesús Gonzalo López, músico multifacetado e reconhecido especialista em órgão ibérico, encerrou na tarde de domingo, com chave de ouro, o Festival de Órgão de Santarém, com o seu Concerto de Órgão “De flautados a clarins”. Perante uma plateia atenta e entusiasta, de mais de cem pessoas, que apesar da tarde invernosa que se fez sentir, fez questão de assistir ao Concerto, na Igreja de Nossa Senhora de Marvila, Jesús Gonzalo López interpretou e tocou, de forma brilhante, “A experiência do som através do conhecimento”, conforme se pode ler no subtítulo que deu a este Concerto. Inês Barroso, Vice-Presidente da Câmara de Santarém assistiu ao Concerto, juntamente com Carlos Marçal, Presidente da União de Freguesias da Cidade de Santarém, com Joaquim Ganhão, responsável pelos bens culturais da Diocese de Santarém e Diretor do Museu Diocesano, Mário Rebelo, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Santarém, e Margarida Oliveira, Diretora artística do FÓS.

Jesús Gonzalo López, interpretou “Beleza Calada” – Sebastián e Bernabé em seu silêncio (Registo de Flautado de 12 aberto), “Uma suave melodia” –  Canções de frades: Torrellas e Olagüe (Registos de Oitava Real e Quinzena e Flauta Travessa),  “Transcendente ou efémero” – Singular Licenciado Vila (Combinações com Flautim e Voz Humana), “Bailem vossas mercês” – Tochas e romanesca de Nápoles derramadas por um fandango escurialense (Várias combinações com Dozena e 19ª), “Cheio…não vazio” – Martín e Coll versus Cabanilles – (Vários tipos de cheios), “Cornetas Reais” – Román, Valentín e Hilarión: três românticos (Os sons anasalados de Clarão e Corneta são adicionados), e “Coquetel de batalhas” – Terços navarros, lusos e de Munique numa grande batalha imperial (Fagote, Oboé, Clarim e Trompa de Batalha, e todo o órgão, como faixa final).

Natural de Burgo de Osma (Sória), Jesús Gonzalo López inicia-se na música com Dom Bienvenido García, cónego organista da Catedral desta Vila episcopal, recolhendo a antiga tradição do ensino das capelas musicais nas Catedrais espanholas. Submerge-se no mundo do órgão barroco com Lucía Riaño, estudando posteriormente órgão e cravo no Conservatório Superior de Música de Saragoça com Luís González Uriol, complementando a sua formação com Jan Willen Jansen (cravo) e Santiago Macario Kastner (musicologia). A influência de Pedro Calahorra (musicólogo) e Luís Prensa (gregorianista) tem sido decisiva no seu trabalho. Como intérprete, tem recorrido praticamente a totalidade do território espanhol assim como numerosos países. Tem realizado cerca de quinze gravações, principalmente em formato CD, e escrito bastantes livros sobre temas de musicologia e organologia, e tem ainda artigos publicados em revistas da especialidade. Músico multifacetado, reconhecido especialista em órgão ibérico, tem colaborado igualmente em montagens teatrais de autos sacramentais, dança contemporânea, desenhos animados, música tibetana e canto harmónico, órgão e DJ, entre outros. Catedrático de cravo do Conservatório Superior de Salamanca durante os anos de 1992-94, em 1995 leciona no Conservatório de Saragoça e em 1999 obtém, através de concurso, o lugar de professor de cravo do Conservatório Profissional de Música de Saragoça, sendo chefe do Departamento de Música Antiga deste centro durante mais de dez anos. Há mais de vinte e cinco anos que é membro da hoje extinta Sección de Musica Antigua de la Institución “Fernando el Católico” (DPZ), [Secção de Música Antiga da Instituição “Fernando o Católico” (DPZ)] e professor do seu curso permanente de órgão, sendo de sua responsabilidade durante mais de uma década a Coordenação das Jornadas Internacionais de Orgão de Aragão. Desde 1996 pertence ao Conselho Assessor de Nasarre, Revista Aragonesa de Musicologia.

O FÓS – Festival de Órgão de Santarém, fez uma viagem de seis dias, com o objectivo de divulgar, não apenas o singular património organístico de Santarém, mas, simultaneamente, as pessoas que se dedicam à arte da música nesta Cidade.

O FÓS contou com a participação de músicos e instituições musicais do Distrito, tais como o Conservatório de Música de Santarém, o Coro do Círculo Cultural Scalabitano e a Schola Cantorum da Catedral de Santarém.

O I Festival de Órgão de Santarém nasceu da vontade de três entidades: a Câmara Municipal de Santarém, a Diocese de Santarém e a Santa Casa da Misericórdia de Santarém, com o apoio do Conservatório de Música e Artes do Centro (CMAC).

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