O marchador João Vieira vai participar nos campeonatos do mundo de atletismo pela 12.ª vez, inspirado pelos desempenhos alcançados nos Jogos Olímpicos Tóquio2020 e nos Mundiais de atletismo de Doha2019, prometendo, apenas, dar o seu melhor.

“O melhor é tentar entrar nos oito primeiros e, se puder, conquistar uma medalha. É para isso que todos os portugueses olham para mim neste momento. E é isso que eu posso prometer”, afirmou João Vieira.

Em entrevista à agência Lusa, o atleta do Sporting admitiu que as suas duas últimas grandes competições, nas quais foi quinto nos Jogos Olímpicos disputados em 2021 e vice-campeão do mundo, servem de motivação para enfrentar os 35 quilómetros marcha, em 24 de julho, o último dia dos Mundiais de Eugene, nos Estados Unidos. “Inspirado na corrida de Doha, inspirado na corrida de Sapporo. São as duas últimas competições que eu fiz, as melhores competições que eu realizei – apesar de já ter medalhas anteriormente. Mas foi tudo uma carga emocional, que é o que eu conquistei nesses dois campeonatos, nos Jogos Olímpicos, um quinto lugar que eu queria conquistar, um diploma que nunca tinha conquistado e andei na luta da medalha até os últimos três quilómetros”, recordou.

Na memória ficam algumas palavras dos seus pares, como as do alemão Jonathan Hilbert, vice-campeão olímpico em Tóquio2020: “Em Sapporo, fui dar-lhe os parabéns e ele diz-me que eu é que estou de parabéns, que sou uma lenda do atletismo.

E a verdade é que, durante a prova, todos estiveram de olho em mim”. Antes, em Doha, João Vieira já se tinha tornado aos 43 anos o mais velho medalhado de sempre em campeonatos do mundo, numa prova disputada “sob condições horrendas”, com temperaturas muito elevadas, sintetizadas pelo marchador como “um inferno”, tornando-o como o último português com medalhas na competição.

“No meu caso não aumenta a responsabilidade, porque eu já conquistei tanta coisa no meu palmarés. Por isso, tenho que achar que é uma situação normal ter sido o último medalhado português. Vou para lá para fazer o meu melhor naquele dia. E é isso que eu tenho traçado na minha mente”, frisou.

Depois desse feito, a sexta presença olímpica foi abrilhantada pelo quinto lugar na despedida dos 50 quilómetros marcha, seguida de uma operação à anca, em setembro do ano passado, cuja recuperação está completa, atestado pela obtenção do recorde nacional dos 35, em abril, com 02:33.23 horas.

Moral sempre em alta

Aos 46 anos, o marchador de Rio Maior vai disputar o seu 12 Mundial – estreou-se em 1999 –, isolando-se no ranking nacional, superando a conterrânea Susana Feitor, que conta 11 presenças, tendo conquistado, além da prata em Doha2019, o bronze, nos 20 quilómetros marcha, em Moscovo2013, após a desclassificação de Alexander Ivanov, por doping.

“Eu não posso ir para uns campeonatos do mundo a dizer que são os meus 12.ºs, vou para fazer o meu melhor e o meu melhor naquele dia. Esse é o meu objetivo, não olho para essa soma, porque para o ano talvez some os 13.ºs, em Budapeste – isso está no horizonte –, e já podia ter mais, porque recusei ir àquele que seria o primeiro, em 1997, em Atenas, por não achar que estava em condições físicas para representar o meu país. Isso é só o somatório de uma carreira de atleta e vou para lá para fazer o meu melhor”, salientou.

O vice-campeão do mundo dos 50 quilómetros marcha estará na estreia dos 35 em Mundiais no último dia dos campeonatos, em Eugene, no estado norte-americano do Oregon, juntamente com Rui Coelho, em 24 de Julho, a partir das 6h15 locais (14h15 em Lisboa).

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