O padre António Augusto Gonçalves Diogo morreu esta sábado, 30 de Janeiro, vítima de covid-19, no Hospital de Santarém, onde se encontrava internado. É já o segundo sacerdote que vivia Seminário de Santarém a falecer vítima do novo coronavírus.

O sacerdote nasceu em Junho de 1936 em Casteleiro, Sabugal, Guarda, filho de Manuel Gonçalves Diogo e de Adelaide Leal. Foi ordenado presbítero em 15 de Agosto de 1963, pelo Cardeal Patriarca D. Manuel Gonçalves Cerejeira, para o serviço do Patriarcado de Lisboa, após ter frequentado os Seminários do Patriarcado: Seminário de Santarém, São Paulo de Almada e Cristo Rei dos Olivais.

No seu percurso de serviço à Igreja salientam-se as nomeações de Pároco de Brogueira e Alcorochel em 19-08-1963; Pároco de Casével em 03-06-1967, acumulando com S. Vicente do Paul a partir de 26-09-1967; Capelão Militar de 1972 a 1974, tendo sido mobilizado para a Guiné – Bissau; Pároco de Alcanede em 28-10-1974 até 13-10-2000; Pároco interino de Abrã e Amiais de Baixo em 31-07-1976, cessou estas funções em 1978; Primeiro Pároco de Gançaria desde a sua criação em 1984 até 13-10-2000; Administrador Paroquial de Amiais de Baixo em 14-09-1987; Vigário Forâneo da Vigararia de Rio Maior a partir de 30-09-1994; Pároco de Rio Maior em 13-10-2000; Administrador Paroquial de Alcobertas, em acumulação com as nomeações anteriores, 03-09-2001, até 26-09-2003; Pároco de Fráguas, Arruda dos Pisões e Outeiro da Cortiçada, acumulando com a paroquialidade de Rio Maior e Vigário Forâneo; Pároco de Arrouquelas em 19-12-2008, em acumulação, até 26-10-2010; Foi dispensado dos ofícios, por motivos de saúde, em 16-07-2016; Capelão do Mosteiro da Imaculada Conceição das Irmãs Clarissas, em 31-08-2018.

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“O P. Diogo foi um sacerdote profundamente marcado por uma consciência agradecida do Dom do sacerdócio. Como tal, teve no ministério a única prioridade da sua vida. Uma vida enraizada em Cristo e no amor muito vivo a Nossa Senhora. Aí encontrou sempre disponibilidade para servir nos muito lugares onde a Igreja o enviou, mesmo quando as forças começavam a faltar. Amou a Igreja. Depois das longas jornadas de domingo, era frequente encontrá-lo a descansar diante do sacrário. Como pároco, a sua grande preocupação era o bem das comunidades e das famílias. Sempre se preocupou mais com a casa da Igreja do que com a sua própria casa e conforto”, refere uma nota da Diocese de Santarém.

“Vivia inquieto com o bem do presbitério, nutrindo pelos padres mais novos um especial cuidado e carinho. A cada passo repetia que “o homem é o caminho da Igreja”. E assim fazia na boa relação que cultivava em todas as comunidades, com uma presença alegre, exigente e dedicada. Os anos em que serviu como capelão militar na Guiné Bissau, marcaram profundamente a sua vida de pastor. Sentia que parte da sua alma ficou na Igreja irmã da Guiné, com a qual manteve sempre uma estreita relação de cooperação a vários níveis, desde a partilha de bens, ao acolhimento de leigos que vinham estudar ou procurar emprego, aos muitos sacerdotes que passaram pela Diocese de Santarém. Provado pela doença, nunca perdeu a inquietação pastoral, a atenção aos outros e a dedicação aos colegas e leigos da casa sacerdotal e da paróquia da Sé. Juntamente com o Pe. Fernando Campos ajudou a construir um ambiente fraterno e sadio na casa sacerdotal”, pode ler-se na mesma nota.

“O Pe. Diogo foi uma imagem viva e concreta do Bom Pastor; nunca abandonou o rebanho que lhe foi confiado como ao servo fiel e prudente. Damos graças ao Senhor pela sua vida e pelo seu testemunho luminoso. Que viva agora em Cristo, como em Cristo viveu entre nós”, conclui.

A Exéquias serão celebradas amanhã, domingo, no cemitério do Casteleiro, sua terra natal.

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