Quatro incêndios nos distritos de Santarém, Guarda, Bragança e Aveiro eram às 08:00 os que mais preocupavam os bombeiros, mobilizando 1.370 operacionais, prevendo-se para as próximas horas a presença de meios aéreos no combate.

“Neste momento são quatro os incêndios que temos de maior cuidado e nos quais estão empenhados 418 meios terrestres e um total de 1.370 operacionais só nestes quatro incêndios. Temos o de Ourém no distrito de Santarém, em Benespera (Guarda), Carrazeda Ansiães, em Bragança e Sever do Vouga, em Aveiro”, disse à Lusa o oficial de operações José Miranda, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Às 08:00, o incêndio que deflagrou às 16:37 de quinta-feira, em Cumeada, concelho de Ourém distrito de Santarém, mobilizava 496 operacionais, com o apoio de 151 meios.

De acordo com José Miranda, o incêndio com mais tempo de ativação é o de Sever do Vouga com 19 horas e 05 minutos, o da Guarda e de Carrazeda de Ansiães com 17 horas e 15 minutos e o de Ourém com 14 horas e 50 minutos.

“De todos eles não temos danos a registar durante a noite, nem estradas cortadas. Tivemos apenas dois bombeiros feridos ligeiros no incêndio de Ourém e ardeu um barracão anexo a uma habitação. Não há feridos civis a registar, nem populações em risco neste momento”, contou, cerca das 07:30.

De acordo com José Miranda, o reforço de meios terrestres no combate aos fogos durante a noite evitou situações de maior perigo.

“Foram colocados meios na defesa das populações e não foi preciso fazer evacuações de aldeias, só mesmo proteção. Agora de manhã o combate a estes quatro incêndios vai ser reforçado com meios aéreos para fazer um ataque mais musculado na intervenção”, disse.

Questionado sobre o número de incêndios que estavam ativos às 07:30 em Portugal continental, José Miranda disse que os mais importantes são aqueles quatro fogos, estando outros dois no Porto e em Castelo Branco a ser acompanhados.

O fogo que deflagrou em Fragua, no concelho de Sever do Vouga, no distrito de Aveiro, às 12:18 de quinta-feira, mobilizava 378 operacionais, com o apoio de 118 veículos.

Segundo a ANEPC, o incêndio que começou às 14:11 em Benespera, no distrito da Guarda, estava a ser combatido às 08:00 por 268 operacionais, com o auxílio de 81 veículos.

O incêndio que deflagrou às 14,54 de quinta-feira, em Marzagão, no concelho de Carrazeda de Ansiães, no distrito de Bragança, estava a ser combatido por 161 operacionais, com o apoio de 55 veículos.

Mais de 70 concelhos dos distritos de Faro, Santarém, Leiria, Coimbra, Viseu, Castelo Branco, Portalegre, Guarda, Vila Real, Bragança e Faro apresentam hoje um perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O IPMA colocou também vários concelhos de todos os distritos de Portugal continental em perigo muito elevado e elevado de incêndio rural.

Nos próximos dias, Portugal continental irá enfrentar uma situação de tempo quente persistente, que deverá dar origem a uma onda de calor em muitas áreas do território.

Face às previsões meteorológicas, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil colocou seis distritos de Portugal continental em alerta laranja, o segundo mais elevado, a partir de hoje devido ao risco elevado de incêndio florestal.

Segundo a ANEPC, Viseu, Vila Real, Bragança, Guarda, Castelo Branco e Santarém são os seis distritos em alerta laranja, enquanto os restantes 12 vão estar em alerta amarelo, o terceiro mais elevado.

Na quinta-feira, o Ministério da Administração Interna (MAI) decretou a situação de alerta devido ao “significativo aumento do risco de incêndio rural”. O alerta começou às 00:00 de hoje e vai vigorar até 15 de julho.

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