Santarém comemora Dia Internacional das Cidades Educadoras com diversas iniciativas

 

O Município de Santarém comemora, no dia 30 de novembro, o Dia Internacional das Cidades Educadoras, que se assinala em todo o mundo, rede da qual o Município de Santarém faz parte. A celebração deste dia conta com diversas atividades, como a abordagem, nas escolas do Concelho, da temática “Santarém – 150 anos de elevação a Cidade”, ao longo do dia, a cargo dos professores das escolas do Concelho, em todos os graus de ensino.

As comemorações contam também com a Palestra “Conservar a Natureza neste Natal, o exemplo dos musgos e espécies associadas”, por César Garcia, às 16h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. César Garcia é PhD da Universidade de Lisboa, Museu Nacional de História Natural e da Ciência Centre for Ecology, Evolution and Environmental Changes (cE3c). Natural History and Systematics (NHS) Research Group. César Garcia pretende sensibilizar as pessoas para a necessidade de terem uma atitude sustentável neste Natal, quando pensarem em utilizar musgo nas decorações de Natal, tendo em conta que esta espécie está ameaçada de extinção, também conhecida como Lista Vermelha da IUCN ou, em inglês, IUCN Red List ou Red Data List. Esta iniciativa conta com a participação de duas turmas das escolas secundárias Sá da Bandeira e Dr. Ginestal Machado.

As celebrações prosseguem às 18h00, na Sala de Leitura Bernardo Santareno, com uma Evocação histórica de Bernardo Santareno, que conta com a participação do seu primo, Joaquim Martinho da Silva, de José Miguel Noras, investigador do dramaturgo, Vicente Batalha, seu amigo e de Inês Barroso, Vice-Presidente da Câmara de Santarém.

Esta evocação conta ainda com a apresentação de uma Performance sobre “O Duelo”, encenada por Miguel Moreira, apresentada pelos alunos do Curso de Artes do Espetáculo da Escola Secundária Dr. Ginestal Machado.

No âmbito das comemorações do aniversário de Bernardo Santareno, contamos com a presença de Miguel Moreira – ator, performer, coreógrafo e encenador, elemento fundador da Companhia Útero, para nos falar dos processos criativos de encenação da peça “O Duelo”.

Esta peça com texto de Bernardo Santareno foi realizada em coprodução com o Teatro Nacional D. Maria II, Teatro aveirense e Teatro -Cine de Torres Vedras, tendo um impacto bastante mediático em território nacional.

Esta pequena performance, apresentada pelos alunos do curso de Teatro da Escola Secundária Dr. Ginestal Machado, expõe alguns dos conteúdos da obra e técnicas exploradas pela Companhia Útero. Esta performance é fruto de um workshop, dirigido aos alunos do Curso de Teatro da Escola Secundária Dr. Ginestal Machado, de Santarém, com o objetivo de lhes proporcionar o contacto com artistas conceituados no panorama artístico nacional, contribuindo para o seu enriquecimento curricular e formação, enquanto futuros artistas.

Fazendo jus à sua estética física exuberante e conseguindo casá-la com uma história que se passa na Lezíria do Portugal de outro tempo – tratando de amores e mortes e ódios familiares; de clivagem de classes; de instintos primários à flor da pele, o grupo junta o melhor de dois mundos, agarrando a narrativa pela fisicalidade/plasticidade da sua matriz, sem nunca a perder.

Miguel Moreira vive e trabalha em Lisboa e Guimarães, e tem desenvolvido a sua atividade como Coreógrafo, Encenador, Actor e Performer. Fundou e dirige, desde 1997, a Útero Associação Cultural que está sediada em Guimarães. Esteticamente, o Útero tem criado nos últimos anos diversas expressões de uma mesma linguagem. Os seus espetáculos, têm sido apresentados em muitos dos teatros do nosso país, bem como a nível internacional, em países como Espanha, Inglaterra, França, Itália, Suécia, Bélgica, Holanda, Alemanha, México, Coreia do Sul, ganhando alguns prémios de renome.

Bernardo Santareno, pseudónimo literário de António Martinho do Rosário, nasceu no dia 19 de novembro de 1920, em Santarém, e foi considerado o maior dramaturgo português do século XX, bem como um resistente à ditadura do Estado Novo. cialmente de denúncia, atenta à realidade do país e visando uma consciência social, o que lhe valeu a proibição de algumas das suas peças e a perseguição pelo regime salazarista, uma vez que a sua escrita foi essencialmente de denúncia, atenta à realidade do País e visando uma consciência social, que lhe valeu a proibição de algumas das suas peças, tais como, “O Duelo”, entre outras.

Depois de se ter formado em Medicina, especializou-se em Psicologia, mas foi a escrita que lhe deu maior relevo, tendo iniciado o seu percurso literário associado ao teatro com a publicação de várias peças nas décadas de 50, 60 e 70, como são os casos do “Bailarino”, “A Promessa”, “O Crime da Aldeia Velha”, “António Marinheiro”, “O Judeu” ou “A Traição do Padre Martinho”.

O Município de Santarém aderiu à Rede Internacional das Cidades Educadoras, após aprovação pelo Executivo Camarário e pela Assembleia Municipal, a 28 de julho de 2006. A Associação Internacional das Cidades Educadoras (AICE) promove o intercâmbio de experiências nacionais e internacionais, tendo como principais objetivos: apoiar o cumprimento dos princípios da Carta das Cidades Educadoras por parte das signatárias; promover colaborações e acções concretas entre cidades; aprofundar o discurso das Cidades Educadoras; dialogar e colaborar com diferentes organismos nacionais e internacionais, tais como a ONU, UNESCO, entre outras.

A Cidade Educadora tem personalidade própria, integrada no país onde se situa e é, por consequência, interdependente da do território do qual faz parte. É igualmente uma cidade que se relaciona com o seu meio envolvente, outros centros urbanos do seu território e cidades de outros países. O seu objetivo permanente é o de aprender, trocar, partilhar e, por consequência, enriquecer a vida dos seus habitantes.

A Cidade Educadora deve exercer e desenvolver esta função paralelamente às suas funções tradicionais (económica, social, política de prestação de serviços), tendo em vista a formação, promoção e o desenvolvimento de todos os seus habitantes. Deve ocupar-se prioritariamente com as crianças e jovens, mas com a vontade decidida de incorporar pessoas de todas as idades, numa formação ao longo da vida.

Os municípios membros da Associação Internacional das Cidades Educadoras – AICE entendem o Direito à Cidade Educadora como uma extensão do direito fundamental de todas as pessoas à Educação e como um veículo para tornar realidade outros direitos fundamentais. O Direito à Educação é visto como promotor do desenvolvimento humano, social e económico das pessoas e das comunidades e como elemento indispensável para atingir um desenvolvimento sustentável, uma cidadania ativa e uma paz duradoura.

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