Conta a história que o basquetebol surgiu em Portugal em 1913, através de um professor de Educação Física suíço, de seu nome Rodolfo Horney. A primeira prova inter-regional realizou-se depois em 1922, entre as cidades de Lisboa, Porto e Coimbra. A Federação Portuguesa de Basquetebol, a instituição que hoje titula a modalidade no nosso país, foi fundada poucos anos depois, em 1927.

Nessa época, poucos conseguiriam imaginar que os adeptos teriam mais tarde a possibilidade de apostar na sua equipa favorita, através de sites de apostas desportivas ou de slots online. Mas, a verdade é que o basquetebol foi ganhando fama e cada vez mais praticantes. Na década seguinte, em 1933, organizou-se o primeiro campeonato masculino e, no ano seguinte, em 1934, aconteceu o primeiro jogo feminino. Mas foram precisos vários anos até ser disputado o Primeiro Campeonato Nacional Feminino, em 1954.

Um dos primeiros grandes feitos do basquetebol português aconteceu em 1998, com a ida de Ticha Penicheiro para a WNBA, onde jogou pelos Sacramento Monarchs. Esta atleta da Figueira da Foz jogou durante 15 anos, tendo-se retirado em 2012. Foi considerada uma das 25 melhores jogadoras de sempre na Liga de Basquetebol Feminino norte-americano, em 2021.   Os anos 2000 foram um ponto de viragem, com a Seleção Masculina Sénior a conseguir o apuramento para a fase final de um campeonato da Europa.

Em 2021, Neemias Queta fez história ao ser o primeiro português a ser selecionado no Draft da NBA, tendo-se estreado na NBA a 17 de dezembro do mesmo ano. O jovem de 22 anos venceu a NBA Summer League, com a camisola dos Sacramento Kings. Tal como Neemias Queta, outros jogadores também aspiram a tamanhos feitos.

Com o basquetebol a driblar cada vez melhor de ano para ano, as perspetivas de futuro são bastante positivas. Exemplo disso são as prestações de Rúben Prey, de 17 anos, e de Stanley Borden, de 19 anos, ambos internacionais sub-20 portugueses. Rúben Prey vive e treina em Espanha, no Joventut Badalona e no CB Prat. O poste, com 2,08 metros de altura, tem sido alvo de atenção mediática na Europa, algo que alimenta o seu sonho de, um dia, vir a jogar na NBA.  Relativamente a Stanley Borden, este é um dos nomes que mais se tem destacado, visto ter entrado na Universidade de Duke, sem deixar para trás os seus treinos diários com Mike Krzyzewski e com a primeira escolha do draft da NBA deste ano, Paolo Banchero.

No feminino, também Sara Guerreiro e Carolina Cruz, jovens internacionais portuguesas estão a dar provas de um talento que deverá assegurar o futuro do basquetebol português. Sara Guerreiro foi para a Universidade de South Florida, onde se juntou à equipa South Florida Bulls, tendo entretanto entrado para a equipa Iowa State Cyclones. 

Com estas relações desenvolvidas entre os jogadores portugueses e as várias Universidades onde o basquetebol está mais desenvolvido, as perspetivas para esta modalidade, a nível nacional, parecem bastante positivas. Atualmente, um dos pontos menos positivos no basquetebol, e talvez aquele em que se deve trabalhar, é a menor importância que se dá a este desporto em Portugal, quando comparada com o frenesim do futebol. A falta de investimento, quer a nível financeiro, quer de divulgação entre os media, torna o caminho do reconhecimento mais longo. No entanto, até agora, o basquetebol parece estar a “ganhar” o seu lugar. Espera-se, então, um memorável “lançamento ao cesto” que sirva para o equiparar à importância que o futebol tem no quotidiano dos portugueses e assim, o futuro será risonho.

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