O Tribunal de Santarém condenou um homem, de 44 anos, a 10 anos de prisão e ao pagamento de 5 mil euros de indemnização à filha, que violou por 120 vezes entre os 8 e os 13 anos.

Na sentença, proferida na passada sexta-feira e a que a Lusa teve hoje acesso, o Tribunal de Santarém condenou três homens (o pai, de 72 anos, e dois filhos, com 44 e 39 anos) por violação e abuso sexual de criança agravado a penas de prisão de dez, sete e cinco anos (esta suspensa) e ao pagamento de indemnizações às duas vítimas num total de 11300 euros.

O colectivo de juízes deu como provado que um dos arguidos violou a filha (actualmente com 22 anos) entre os 8 e os 13 anos, dando como provada a prática de 120 crimes de violação agravada, um crime de maus-tratos e 10 crimes de abuso sexual de criança agravado.

Foi ainda dado como provado que o mesmo arguido, condenado a uma pena que em cúmulo jurídico totalizou 10 anos de prisão, praticou ainda seis crimes de abuso sexual de criança agravado sobre uma sobrinha (actualmente com 16 anos).

A sentença determina que este arguido pague à filha uma indemnização de 5000 euros e outra de 2500 euros à sobrinha, tendo-lhe sido aplicada as penas acessórias, por um período de cinco anos, de proibição de exercício de profissão que envolva contacto regular com menores e de assumir a confiança de menores.

As duas crianças foram ainda vítimas de um tio, condenado a sete anos de prisão pela prática de um crime de violação agravada sobre a sobrinha mais velha, a qual sofreu deste homem ainda 23 crimes de abuso sexual de criança agravado, o mesmo que foi dado provado ter sido cometido por duas vezes contra a sobrinha mais nova.

A este arguido foram aplicadas as mesmas penas acessórias do irmão, tendo sido fixado o pagamento de uma indemnização de 1500 euros à primeira vítima e de 800 euros à segunda.

O terceiro arguido, avô das vítimas, foi condenado pela prática de 24 crimes de abuso sexual de criança agravado sobre a neta mais velha, tendo-lhe sido aplicada, em cúmulo jurídico, uma pena única de cinco anos de prisão.

A pena fica suspensa por cinco anos na condição deste arguido pagar 1000 euros de indemnização à jovem, entregar 500 euros à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima e cumprir um plano social de recuperação que integre a frequência de programas de reabilitação para agressores sexuais de crianças e jovens.

Os três homens, residentes na zona de Tomar, foram detidos em 23 de Julho de 2020 pela Polícia Judiciária, tendo sido acusados dos crimes de abuso sexual de crianças, violação e violência doméstica, praticados “de forma transgeracional ao longo dos últimos 40 anos”, referia então o comunicado da PJ.

Segundo a nota, os homens, actualmente com 44, 39 e 72 anos, sujeitavam, no seio familiar, oito mulheres, entre os 5 e os 68 anos, “a actos sexuais de relevo, bem como maus-tratos físicos e psíquicos”.

Leia também...

Trabalhador agrícola morre em discussão no Pombalinho

Um trabalhador agrícola morreu no decurso de uma discussão violenta com um colega de casa, numa habitação alugada, na localidade de Pombalinho, concelho de…

CNEMA abriu portas à Feira de Agricultura mais tecnológica de sempre

58ª Feira Nacional de Agricultura / 68ª Feira do Ribatejo foi inaugurada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que chefiou uma comitiva…

Pelo menos um terço das câmaras muda de presidente nas autárquicas

As autárquicas para o mandato 2025-2029, previstas para setembro ou outubro, mudam pelo menos um terço dos atuais presidentes de câmara e podem realizar-se…

Movimento exige nova ponte na Chamusca para resolver estrangulamento rodoviário

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos defendeu hoje que a construção de uma nova ponte da Chamusca é essencial para o desenvolvimento da…