A região hidrográfica do Tejo Oeste vai contar a partir de quarta-feira, 4 de Setembro, com cinco novos vigilantes da natureza, que vão fiscalizar e monitorizar os recursos naturais, anunciou a Associação Portuguesa do Ambiente (APA).

Em comunicado, a APA sublinha que a “contratação destes profissionais constitui mais um passo importante na implementação do Plano de Acção Tejo Limpo, que tem como principal objectivo restabelecer a qualidade de água no Tejo”.

Os profissionais vão desempenhar funções de vigilância, fiscalização e monitorização relativas ao ambiente e aos recursos naturais, em especial no domínio hídrico, desenvolvendo acções de formação e de sensibilização dos utilizadores do rio Tejo.

De acordo com a APA, os cinco vigilantes vão contar com novos equipamentos de monitorização e análise, uns instalados no meio hídrico e outros portáteis, que, juntamente com os já existentes, vão permitir abranger territorialmente o curso principal do rio Tejo, bem como os seus afluentes.

“Serão equipados com fardamento completo e adequado ao terreno, condições aquáticas e […] às condições de temperatura, de inverno e verão”, refere a APA, acrescentando que os vigilantes vão possuir meios tecnológicos modernos, para registo de ocorrências, comunicação e reporte (tablets, smartphones e hotspots), estando o seu trabalho diário ligado, em tempo real, à Plataforma Eletrónica Única de gestão do rio Tejo.

A equipa vai ser apresentada na quarta-feira em Abrantes num cerimónia que conta com a presença do ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Matos Fernandes.

A poluição do Tejo tem sido este ano alvo de várias denúncias por parte de associações ambientalistas, que criticam as descargas de diferentes unidades industriais.

O Governo aprovou em Julho de 2018, em Conselho de Ministros, o Plano de Ação Tejo Limpo, para aprofundar o conhecimento da situação real da bacia hidrográfica do rio de forma a evitar episódios de poluição no futuro.

O ministro do Ambiente explicou na altura que o plano, que representa um investimento de 2,5 milhões de euros, era a terceira fase de um programa desenvolvido desde o início do ano, depois do “fenómeno agudo de poluição” registado em 24 de Janeiro no rio Tejo e de “muitos outros que o antecederam”.

De acordo com o ministro, a primeira fase foi a de “estancar e resolver os problemas de poluição e passar novas licenças às entidades potencialmente poluentes para garantir uma maior qualidade no tratamento dos efluentes”.

A segunda fase, indicou, é aquela que “ainda está em curso, com a remoção das lamas no Tejo em frente a Vila Velha de Ródão”.

Leia também...

Águas do Ribatejo submete projectos a consulta pública

A Águas do Ribatejo, E.I.M., S.A., submete à consulta pública, até dia 20 de maio de 2019, o Projecto de Regulamento do Serviço de…

PS questiona Governo sobre caso de poluição da Ribeira da Boa Água

Os deputados do PS eleitos pelo círculo de Santarém questionaram na quarta-feira, 20 de Fevereiro, o Ministério do Ambiente e da Transição Energética sobre…

‘Juntos pelo Rio Sorraia’ organiza caminhada

O Movimento Juntos pelo Rio Sorraia organiza domingo, dia 15, uma Caminhada idealizada de modo a que os participantes possam tomar consciência do real…

Secretária de Estado do Ambiente discute recolha selectiva de biorresíduos na CIMLT

A Secretária de Estado do Ambiente, Inês dos Santos Costa, e os presidentes de Câmara, vereadores e técnicos dos Municípios da Lezíria do Tejo…