O pianista e maestro Filipe Costa e a jovem fadista Mafalda Portelada juntaram-se para dar nova vida a temas intemporais da música portuguesa com o projecto “A Voz da Alma”. Este concerto, concebido para auditórios e cineteatros, aposta na fusão entre a voz intensa do fado e a riqueza harmónica do piano, criando um ambiente intimista e emotivo.

Natural da Capinha, no Fundão, Filipe Costa é um músico de vasta experiência, reconhecido pelo seu profissionalismo e pelo trabalho em grandes produções musicais. Agora, ao lado de Mafalda Portelada, uma das promessas do fado nacional, apresenta um espectáculo que combina tradição e inovação, revisitando temas de Amália Rodrigues, Fernando Tordo e Paulo de Carvalho com um novo olhar musical.

Nesta entrevista ao Correio do Ribatejo, Filipe Costa fala sobre a génese do projecto, a colaboração com Mafalda e os desafios de levar “A Voz da Alma” ao público.

A Voz da Alma” é um projecto que nasce em Almeirim e tem como base a interpretação de temas icónicos da música portuguesa. Como surgiu esta ideia e o que vos motivou a criá-la?

Esta ideia foi surgindo a pouco e pouco: a Mafalda é minha aluna de canto e piano, e já, no ano lectivo passado falávamos em fazer algo os dois. Com o passar do tempo esta ideia amadureceu e chegámos à conclusão que ambos tínhamos vontade de criarmos este dueto de voz e piano.

O concerto aposta numa abordagem mais intimista, centrando-se no piano e na voz. Como descreveria a experiência que o público pode esperar ao assistir a este espectáculo?

A ideia do nosso concerto é ser um concerto intimista, mais vocacionado cineteatros e casas de espectáculos. De uma certa forma o nosso concerto passa também por envolver o público e que o mesmo se sinta parte integrante do mesmo. Digamos que passa por um misto de emoções e experiências de forma a atingir de uma forma simples e por vezes intensa as pessoas que nos ouvem.

Mafalda Portelada é uma jovem fadista que já deu provas do seu talento a nível nacional. Como tem sido trabalhar com ela neste projecto e que características destacaria no seu percurso?

A Mafalda é uma menina com um dom imenso. Costumo dizer que ela é única pela capacidade vocal que tem e também pelo modo como se entrega a cada tema que compõe o nosso concerto. É uma menina muito crítica de si mesma tentando sempre fazer mais e melhor.

Trabalhar com a Mafalda tem sido para mim fantástico porque ambos queremos dar o nosso melhor em palco.

A escolha do repertório inclui temas de Amália Rodrigues, Fernando Tordo e Paulo de Carvalho. Que critérios usaram para seleccionar estas músicas e de que forma lhes dão uma nova roupagem?

A Amália Rodrigues é a diva da Mafalda, ela adora cantar os seus fados e vamos cantar alguns dos temas de modo também a homenagear uma grande mulher da música.

Em relação ao Fernando Tordo e Paulo Carvalho, tanto eu como a Mafalda gostamos muito de vários temas deles e que se encaixam perfeitamente na voz da Mafalda e acompanhados com piano.

Vamos de alguma forma dar um cunho pessoal a cada tema.

Tendo em conta a vossa experiência com grandes palcos e televisão, quais são os desafios de levar um projecto como este a auditórios e cineteatros? Há planos para expandir “A Voz da Alma” para outros formatos ou locais?

Neste momento estamos a montar e a preparar o concerto “Voz da Alma”. O projecto está a ser divulgado a nível nacional pelos jornais, rádios e TV. O desafio maior de levar este projecto a auditórios e cineteatros passa por darmos o nosso melhor em cada palco que pisarmos.

Poderá em certos concertos ter outro formato que para além do piano se juntam a nós um acordeão e guitarra portuguesa. O nosso empresário está neste momento também a fazer o seu papel de divulgação e agendamento de datas. Uma coisa irá com certeza acontecer… não haverá concertos iguais porque o público também vai ter muita influência do decorrer do concerto.

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