concelho de Abrantes registou menos sete casos de violência doméstica em 2025 e reforçou ações de sensibilização nas escolas, informou hoje aquele município, destacando a aposta na igualdade de género como eixo central da prevenção.

“Fizemos 19 ações e insistimos sempre nesta temática de igualdade de género. (…) Porque sabemos que (…) algumas situações de violência no namoro e violência doméstica têm, por base, situações de desigualdade”, afirmou a vereadora da Ação Social em reunião de executivo daquele município.

A informação consta de uma nota de imprensa da Câmara de Abrantes, a que a Lusa teve hoje acesso, e que apresenta o balanço de 2025 do Plano Municipal para a Igualdade e Não Discriminação.

Segundo o município, o Serviço de Atendimento à Vítima acompanhou 29 novas situações de violência doméstica em 2025 – menos sete face a 2024 -, além de três casos transitados, num total de 120 diligências.

“Temos menos sete casos, o que é positivo, e eles chegam-nos em fase inicial. Não chegam naquela fase aguda como em 2020 e 2021”, sublinhou Raquel Olhicas, acrescentando que a realidade local contraria a tendência nacional de agravamento.

“Temos aqui um decréscimo, contrariamente ao panorama nacional, em que a violência doméstica está a aumentar e sobretudo com situações severas”, disse, defendendo que os resultados refletem “um trabalho efetivo” da rede local de intervenção e do serviço de apoio à vítima, bem como das ações de prevenção, nomeadamente junto da comunidade escolar.

De acordo com a autarca, das 29 novas situações, 27 dizem respeito a mulheres e duas a homens, ambos com mais de 75 anos.

No âmbito da prevenção, a câmara dinamizou 19 ações de sensibilização para a igualdade de género junto de alunos do 1.º ao 3.º ciclo, envolvendo 475 jovens e 19 docentes.

“Estamos a apostar muito na igualdade de género”, reforçou.

Em parceria com PSP e GNR, foram ainda realizadas 10 ações sobre bullying, quatro sobre violência no namoro, sete sobre violência e discriminação contra pessoas LGBTI+ e três ações de cidadania, abrangendo várias centenas de alunos.

“Na situação de bullying e na violência no namoro, (…) fomos com as Forças de Segurança, GNR e PSP”, explicou.

A autarquia acrescentou que tem reforçado a divulgação do Guia de Recursos Locais para Vítimas de Violência Doméstica, com o objetivo de melhorar o acesso à informação e aos mecanismos de apoio.

Apesar da redução registada, Raquel Olhicas sublinhou que o objetivo permanece tendo em vista a erradicação destes fenómenos.

 “Eu queria que o cenário fosse 0%. (…) De qualquer forma, estamos a fazer um bom trabalho, estamos no bom caminho”, concluiu.

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