A ACT vai fiscalizar o cumprimento das regras da Direção-Geral da Saúde (DGS) quanto à covid-19 nos locais de trabalho e nas deslocações em viaturas de serviço, principalmente nas empresas de construção civil, cadeias de abastecimento, transporte e distribuição.

Segundo um despacho publicado em Diário da República, caberá à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) fiscalizar o cumprimento das regras da DGS em relação à prevenção da transmissão da covid-19, nos locais de trabalho, incluindo áreas comuns e instalações de apoio, bem como nas deslocações em viaturas de serviço, em particular, nas áreas da construção civil e das cadeias de abastecimento, transporte e distribuição.

De acordo com o despacho, estas áreas são caracterizadas por terem uma grande rotatividade de trabalhadores e onde se tem verificado maior incidência e surtos da doença covid-19, especialmente nos concelhos de Amadora, Lisboa, Loures, Odivelas e Sintra.

O despacho refere ainda competir aos serviços e organismos do Ministério da Saúde, assim como aos serviços e estabelecimentos integrados no Serviço Nacional de Saúde (SNS), “promover o rastreio prioritário da infecção por SARS-CoV-2, focado nas actividades e áreas” referidas.

Já os serviços, organismos e estabelecimentos devem, por seu turno, promover testes a todas as pessoas relativamente às quais as autoridades de saúde tenham determinado a vigilância activa, no quadro dos contactos estabelecidos com os trabalhadores cujas áreas estejam sujeitas a grandes rotatividades.

De acordo com o despacho, e apesar de se verificar uma tendência decrescente do número de novos casos de doença na maioria das regiões do território nacional, regista-se uma incidência persistente em algumas áreas da região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), concretamente, na Área Metropolitana de Lisboa (AML).

Desde o dia 10 de Maio, a região de LVT tem representado, de modo consistente, entre 60 % a 90 % do número diário de novos casos notificados no país, sendo que mais de metade se concentram nos concelhos de Amadora, Lisboa, Loures, Odivelas e Sintra.

Após informação recolhida pelos inquéritos epidemiológicos realizados pelas autoridades de saúde, verificou-se que várias cadeias de transmissão se indiciam associadas a áreas de actividade económica caracterizadas por grande rotatividade de trabalhadores, bem como às redes de contactos sociais e familiares dos próprios trabalhadores, pode ler-se no despacho.

“Neste contexto, torna-se essencial a adopção de medidas de saúde pública eficazes, focalizadas e proporcionais, tendo em vista a redução do número de contágios, nos referidos concelhos e áreas de actividade, bem como a diminuição do risco de transmissão comunitária”, acrescenta.

Desta forma, cabe agora à ACT a fiscalização de todas as normas da DGS para evitar a propagação da doença nas actividades relacionadas com a construção civil e das cadeias de abastecimento, transporte e distribuição.

Leia também...

Veterano de Santarém morre em partida de hóquei em patins

Luís Madeira, natural de Santarém, morreu no passado sábado 26 de Outubro, vítima de ataque cardíaco, aos 52 anos de idade, durante um partida…

Celestes de Santa Clara e Arrepiados de Santarém finalistas do distrito às 7 Maravilhas Doces de Portugal

Os Celestes de Santa Clara e os Arrepiados de Santarém estão entre os 140 Doces Finalistas Distritais às 7 Maravilhas Doces de Portugal, num…

Sobe para 30 o número de infectados no Lar do Gualdim em Santarém

Subiu para 30 o número de infectados pela Covid-19 no Lar do Gualdim, do Centro Interparoquial de Santarém, segundo a última actualização do Serviço…

Governo reconhece diferendo com dono de terreno contíguo à Linha do Norte em Santarém

O ministro das Infraestruturas e da Habitação reconheceu esta terça-feira, 9 de Julho, a existência de um diferendo com o proprietário do terreno que…