Advogado de Santarém nomeado membro da conselho de administração da Fundação Berardo

O advogado Ruí Patrício, natural de Santarém, é o novo membro do conselho de administração da Fundação de Arte Moderna e Contemporânea – Coleção Berardo (FAMC) nomeado pelo Governo, no seguimento da renúncia ao mandato de João Nuno Azevedo Neves.

A nomeação do advogado foi dada através de um comunicado oficial da ministra da Cultura, Graça Fonseca, que surgiu na sequência de uma notícia do Jornal Económico de que João Neves, nomeado como administrador pelo anterior ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, apresentou a demissão à tutela na semana passada.

O advogado Rui Patrício colabora com a sociedade de advogados Morais Leitão desde 1994, da qual é sócio desde 2005, e membro do seu conselho de administração desde 2008, com funções executivas desde 2012.

Com experiência em contencioso, Rui Patrício desenvolveu a área do contencioso criminal, contraordenacional, civil, comercial e pontualmente na arbitragem nacional, e tem obra publicada sobre temas jurídicos e de justiça.

Foi membro do Conselho Superior de Magistratura, entre maio de 2009 e novembro de 2011, e actualmente é membro do Conselho de Prevenção da Corrupção e membro da direcção do Observatório Português de Compliance e Regulatório (OPCR).

Recorde-se que depois de o Novo Banco, CGD e BCP terem interposto um processo ao empresário e coleccionador José Berardo para recuperar uma dívida superior a 962 milhões de euros, a justiça determinou o arresto das obras em nome da ACB.

Ao todo, foram arrestadas cerca de 2.200 obras – mil da Coleção Berardo instalada no CCB – e 1.200 do jardim Bacalhôa Buddha Eden, no Bombarral, e da Aliança Underground Museum, museu nas caves Aliança-Vinhos de Portugal, em Aveiro, noticiou na última sexta-feira o Jornal Económico.

As obras arrestadas no CCB estão ao abrigo do acordo estabelecido em 2006 entre o Estado português e o comendador José Berardo para a exibição da colecção de arte moderna e contemporânea no CCB.

A coleção possui, entre outras, obras raras de Jean Dubuffet, Joan Miró, Yves Klein e Piet Mondrian, consideradas muito importantes na História da Arte do século XX por especialistas.

PARTILHE COM OS SEUS AMIGOS