A Águas do Ribatejo (AR) assinalou na passada segunda-feira, 26 de Setembro, o Dia Mundial da Saúde Ambiental. Segundo a Direcção Geral de Saúde, a efeméride pretende sensibilizar o mundo para a ligação que existe entre o ambiente, a saúde e a economia, assim como para a importância de investir em soluções de recuperação económica verdes e saudáveis.

A saúde ambiental investiga e trabalha os factores físicos, químicos e biológicos exógenos ao homem que afectam a sua saúde.

A comunidade científica e académica tem dado enormes contributos para melhorar o ambiente e desta forma reduzir o risco para a saúde. O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, através do seu Departamento de Saúde Ambiental (DSA), desenvolve várias actividades e trabalhos nas áreas da avaliação da qualidade da água.

A Águas do Ribatejo tem feito um enorme investimento na qualidade e segurança da água com que abastece mais de 140 mil pessoas nos municípios de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos e Torres Novas.

A AR é uma das três entidades nacionais envolvidas no projecto internacional de investigação AQUIFER – Instrumentos inovadores para a gestão integrada de águas subterrâneas num contexto de escassez crescente de recursos hídricos.

O Instituto Superior de Agronomia e a Parceria Portuguesa para a Água são as duas outras entidades portuguesas que acompanham a AR neste projecto, financiado pelo programa INTERREG SUDOE, ao lado de quatro parceiros espanhóis e dois franceses.

Com o estudo prévio dos solos onde captamos água, bem como o comportamento dos aquíferos e uma adequada monitorização, pretende-se simplificar e melhorar a tomada de decisão e a escolha de soluções mais seguras e amigas do ambiente permitindo uma melhor rendibilização dos recursos ambientais e financeiros.

A Direcção Geral de Saúde recorda a importância da segurança e da monitorização da qualidade dos recursos aquíferos para reduzir o risco de doenças transmitidas através da água.

As doenças agudas mais frequentes são infecções por microrganismos patogénicos (bactérias, vírus, fungos, protozoários, parasitas).

Existem também doenças crónicas que resultam da bioacumulação devido à exposição regular e continuada no tempo a compostos/elementos químicos.

A melhoria substancial da qualidade da água distribuída pelas diversas Entidades Gestoras que operam ao longo do país, ao longo dos últimos 30 anos, contribuiu de forma decisiva para diminuir de forma muito acentuada a incidência de doenças potencialmente relacionadas com a água.

A limpeza, higienização e monitorização dos reservatórios e condutas são fundamentais e por isso a AR faz operações regulares dos equipamentos e infraestruturas com equipas especializadas. Os mecanismos preventivos ajudam a evitar situações graves para a saúde.

A AR realiza diariamente dezenas de recolhas de amostras para análises em laboratórios acreditados que lhe permitem controlar a qualidade da água para abastecimento, mas também a qualidade da água tratada que descarregamos nas linhas de água após tratamento na ETAR.

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