Águas do Ribatejo lucra 1,6 milhões de euros em 2018

A Águas do Ribatejo terminou o exercício de 2018 com um resultado líquido de 1.676.155,00 €. Os proveitos serão aplicados em investimentos e na melhoria do tarifário para famílias numerosas e carenciadas.

O Relatório de Gestão e Contas de 2018 foram aprovados por unanimidade na assembleia geral de 28 de Março após apreciação nos sete municípios que integram a AR: Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos e Torres Novas.

Pedro Ribeiro, Presidente da Assembleia Geral da AR congratulou-se com os resultados obtidos. “Este relatório mostra que a AR foi uma excelente opção e continua no bom caminho para garantir a sustentabilidade económico-financeira assegurando serviços de qualidade aos clientes, consumidores e utilizadores”, referiu o Presidente da Câmara de Almeirim.   

Ainda assim, a AR regista uma quebra de 22% no resultado líquido, em relação ao ano anterior, que teve a ver com a redução do volume de negócios e dos subsídios.

Em 2018, os volumes de água e água residual facturados registaram uma descida de 6,5% e 3,5%, respectivamente.

Os primeiros meses do ano de 2018 registaram níveis de precipitação muito acima do normal, o que se traduziu num decréscimo significativo da água produzida e faturada.

“Se do ponto de vista das disponibilidades hídricas esta situação é favorável, já no que se refere às receitas geradas pela empresa a situação é a inversa. Foi possível ainda assim manter um nível de resultados positivo, consolidando a situação económico-financeira da empresa”, refere o Presidente do Conselho de Administração, Francisco Oliveira, citando o relatório e contas.

No ano de 2018, a AR subiu o número de clientes do serviço de abastecimento e saneamento. Actualmente a AR terminou o exercício com 75630 clientes mais 391 que no ano anterior, contrariando uma tendência para a redução de clientes.

A Dívida Líquida Financeira registou uma descida superior a 4%, muito por força da diminuição dos custos dos financiamentos externos obtidos para concretização das empreitadas, que se traduziu no decréscimo do Passivo Não Corrente, em comparação com o período homólogo.

Os níveis de Autonomia Financeira e de Solvabilidade melhoraram quando comparados com os do período homólogo, “significando que a capacidade da empresa para fazer face aos seus compromissos é hoje maior do que no passado”, refere o Presidente Francisco Oliveira.

O Plano de Investimentos da AR prevê a concretização de 21,5 ME até ao final de 2021 em operações nos sistemas de tratamento de águas residuais e nos sistemas de abastecimento de água.

As intervenções para construção de novos equipamentos e infraestruturas serão financiadas pelo programa europeu POSEUR PORTUGAL 2020, ainda assim, exigem um enorme esforço financeiro da empresa com recurso à banca e a capitais próprios.

Todavia, algumas intervenções de ampliação e requalificação de sistemas serão realizadas apenas com capitais da AR.

Na Assembleia Geral ficou vincada a necessidade de sensibilizar os clientes para se ligarem às redes de saneamento de modo a não comprometer o funcionamento das infraestruturas e equipamentos construídos e a garantir a sustentabilidade dos sistemas.

Foi ainda manifestada preocupação em relação à anunciada seca no período de Verão que vai exigir o reforço das campanhas de informação e sensibilização para o uso eficiente da água e combate ao desperdício.

A AR vincou o compromisso de reduzir as perdas de água, que no final de 2018 eram de 32%, valor abaixo da média nacional, mas ainda longe do objectivo dos 20%.

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