Águas do Ribatejo prevê investir 21 milhões de euros em três anos

A empresa intermunicipal Águas do Ribatejo (AR) prevê investir mais de 21 milhões de euros até 2021 nos sistemas de tratamento de águas residuais e de abastecimento de água dos sete concelhos que serve.

Em comunicado, a empresa afirma que terminou o ano de 2018 com um balanço de 130 milhões de euros aplicados em novas infraestruturas e remodelações ao longo da última década, salientando os 21 milhões inscritos para os próximos três anos no Plano Plurianual de Investimentos aprovado pelos sete municípios acionistas.

Segundo a empresa, a construção de novos equipamentos e infraestruturas conta com financiamento do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), do quadro comunitário Portugal 2020, mas, “ainda assim, exige um enorme esforço financeiro da empresa, com recurso à banca e a capitais próprios”.

Algumas intervenções de ampliação e requalificação de sistemas serão realizadas apenas com capitais da AR.

“O esforço de investimento que a empresa terá de suportar, quer com recursos próprios, quer com financiamento bancário, rondará os 13,4 milhões de euros”, afirma, no comunicado, o presidente do conselho de administração da AR, Francisco Oliveira, que preside igualmente à Câmara de Coruche.

O autarca salienta que, apesar da obra já realizada, “há ainda muito por fazer no abastecimento de água e no saneamento, em especial na construção de novas ETAR [estações de tratamento de águas residuais] e redes”.

A AR destaca, no abastecimento, a construção de uma nova estação de tratamento de água (ETA) em Fazendas de Almeirim e as ampliações das de Almeirim e de Alpiarça, bem como a ampliação do reservatório do Cerejal, que abastece a cidade de Torres Novas e será alvo de “uma profunda intervenção”.

Serão ainda construídas novas captações e renovadas redes em diversos subsistemas, com vista a garantir “um abastecimento seguro, com reservas para 48 horas, e com a qualidade que a AR tem garantido”, acrescenta a nota.

No saneamento, “onde já foram investidos mais de 80 milhões de euros”, está prevista a construção das novas ETAR da Malhada Alta (Coruche) e Lamarosa (Torres Novas), sendo que este ano deverão ficar concluídas as de Samora Correia (Benavente), Lapas/Ribeira Branca e Chancelaria/Pedrógão, ambas em Torres Novas, bem como a remodelação de outras e a realização de obras em estações elevatórias e redes de saneamento.

A AR afirma que o valor dos investimentos previstos obriga a que o tarifário para este ano seja atualizado, lembrando que, desde 2014, não houve “qualquer atualização real, apesar do aumento exponencial dos custos com o serviço, sobretudo quanto ao tratamento de água”.

“No caso do saneamento, e pese embora as atualizações efetuadas ao longo dos últimos anos, as receitas provenientes das tarifas são insuficientes para cobrir os respetivos custos”, acrescenta.

A empresa assegura que irá manter os tarifários de cariz social, para famílias carenciadas e o familiar, para agregados com mais do que cinco pessoas.

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