A Câmara de Alcanena aprovou o lançamento de um concurso público internacional no valor de 8 milhões de euros (ME) para execução das infraestruturas da primeira fase do novo Parque Empresarial, um investimento considerado “estruturante” e um ”grande desafio”.

Em declarações à Lusa, o presidente do município de Alcanena, disse hoje que o futuro parque empresarial, com 140 hectares e 56 lotes, é um projeto de “enorme fôlego”, com a “primeira fase a envolver 8 ME de investimento”, e é “um enorme desafio, resultado também de um trabalho consistente que se tem vindo a desenvolver gradualmente”.

Segundo Rui Anastácio, o trabalho de divulgação do futuro parque empresarial já “está a ser feito no mercado internacional, também com o apoio da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal” (AICEP), e, “se tudo correr bem, no final do segundo trimestre” de 2025 será possível “iniciar as obras de infraestruturação” desta primeira fase.

“Sabemos que estamos numa altura em que é difícil encontrar empreiteiros para realizar as obras, mas acreditamos que vamos conseguir e que vamos ter concorrentes para esta empreitada, que é interessante para o mercado, e esperamos, num ano, ano e meio, ter os primeiros lotes a ser alienados e criar aqui condições para captar empresas que tragam valor acrescentado”, declarou, tendo destacado a localização como fator de atratividade.

“Este parque empresarial, o nosso parque empresarial, está numa zona ‘premium’, das melhores do país. No quilómetro zero para Madrid, a uma hora de Lisboa, a duas horas do Porto, e está exatamente no nó da Autoestrada 1 [A1] com a Autoestrada 23 [A23], o que lhe dá uma localização de exceção”, sublinhou.

A Câmara de Alcanena aprovou, por unanimidade, na reunião realizada na segunda-feira, o lançamento do Concurso Público Internacional para Execução das Infraestruturas da 1.ª Fase do Parque Empresarial de Alcanena, com o preço base de 8 ME [8.018.867,92€, mais IVA] e um prazo de execução de 540 dias, anunciou hoje o município.

Os trabalhos a efetuar contemplam a criação de infraestruturas para a 1.ª fase do parque empresarial, abrangendo um total de 12 lotes para venda, designadamente a criação de diversos arruamentos (Eixo Principal, Rua A (até à passagem superior), Rua B (ligação a caminho existente), Rua C (arranque) e Parques de estacionamento).

As infraestruturas subterrâneas a criar passam pelo saneamento doméstico e industrial, rede de drenagem de águas pluviais, com a criação de bacias de retenção, rede abastecimento de água potável e água bruta, infraestruturas elétricas, rede de ITUR e rede de gás.

Com um total de 140 hectares, o Parque Empresarial de Alcanena assume-se como um “espaço de atividades económicas de importância local, regional e nacional, vocacionado para setores como a indústria, logística, comércio e serviços, promovendo a diferenciação e a diversificação do tecido empresarial do município, a sustentabilidade ambiental e energética e a inovação”.

Segundo Rui Anastácio, este será um “espaço multifuncional com vista ao desenvolvimento da estrutura produtiva local, projetando o concelho e atraindo investimento e empresas” capazes de “dar oportunidades aos jovens, licenciados e doutorados, de poderem ficar na região”.

O futuro Parque Empresarial é uma das prioridades de investimento do município, a par da habitação, com uma componente muito forte no orçamento de 2025.

“Com esse ‘mix’ de habitação e oferta de emprego qualificado temos condições de fixar jovens no concelho e na região, e é nisso que nós estamos empenhados. Aliás, esse é um dos grandes objetivos, talvez o mais primordial”, vincou Anastácio.

O Parque Empresarial de Alcanena, com uma área total aproximada de 140 hectares, é composto por “56 lotes de dimensões diversas”, sendo 48 deles destinados a atividades económicas, quatro “para uso especial” e os restantes para estacionamento.

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