O mau tempo dos últimos dias já provocou em Almeirim prejuízos “superiores a 1 milhão de euros” nas infraestruturas municipais, valor que deverá aumentar à medida que baixem as águas, disse hoje o presidente da Câmara, Joaquim Catalão.

“Estamos a fazer um levantamento dos prejuízos daquilo que é possível apurar porque há muitas zonas que estão submersas, nomeadamente estradas, e que não nos permitem ainda verificar qual é a situação. Nas infraestruturas do município já temos prejuízos superiores a 1 milhão de euros, naquilo que é visível”, afirmou o autarca.

Segundo Joaquim Catalão, os danos em explorações agrícolas e propriedades privadas “são volumosos” e ainda não estão contabilizados.

Afirmando que “há telhados arrancados e outras situações nas zonas urbanas”, o presidente da câmara disse que equipas municipais estão no terreno para registar ocorrências e preparar o dossiê a enviar ao Governo, com vista a apoios para a recuperação.

O autarca reconheceu ainda que o município não tem “capacidade financeira” para fazer face aos custos, precisando da ajuda do governo.

“Teremos de recorrer à ajuda do Governo. Estamos a aguardar uma resposta positiva”, disse, lembrando que os 11 municípios da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Lezíria do Tejo subscreveram e enviaram ao executivo um memorando a solicitar a declaração de estado de calamidade para o território.

No plano operacional, Joaquim Catalão referiu que “os caudais estabilizaram e a tendência é para descer”, mas o dispositivo mantém-se em alerta, com particular atenção ao lugar da Tapada, que está “rodeado de água” e com ligação garantida apenas pela cidade de Santarém, onde as chuvas intensas “alagaram estradas municipais”, descreveu.

“Sabemos que, quando a precipitação cessa, as ligações reabrem rapidamente, mas estas inundações são sempre motivo de preocupação, até por risco de acidentes”, acrescentou.

As cheias e cortes de via estão a afetar a mobilidade diária de residentes e empresas. A Nacional (EN) 114 encontra-se cortada no sentido Almeirim–Santarém, enquanto a EN118 está com circulação alternada junto à Quinta da Alorna, obrigando muitos automobilistas a demoradas voltas para aceder ao IC10 ou a recorrer à A13.

Nesse sentido, Joaquim Catalão frisou que “estes problemas de mobilidade têm impacto muito significativo e custos muito elevados não só para trabalhadores, mas também para o tecido empresarial”.

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