O presidente da Câmara de Almeirim estimou em cerca de 12 milhões de euros os prejuízos provocados pelas tempestades e cheias que afetaram o concelho, com a maior parte dos danos a incidir nas estradas municipais e rurais.

Em declarações à agência Lusa, Joaquim Catalão explicou que a autarquia já enviou “um primeiro mapa” dos danos para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e para os ministérios competentes, estando agora a aguardar novos pedidos de informação.

“Estamos à espera que, da parte do Governo, nos peçam mais alguns elementos para concretizar as estimativas. Aguardamos o ‘feedback’ relativamente aos valores que enviámos”, afirmou.

Segundo Joaquim Catalão, os danos mais significativos registam-se nas estradas municipais e rurais, assim como na Vala Real de Almeirim e na Ribeira de Muge, onde a força da água destruiu margens e obrigará a intervenções “de grande dimensão”.

O presidente daquela câmara do distrito de Santarém acrescentou que a estimativa total “ronda os 12 milhões de euros”, incluindo as intervenções naquelas infraestruturas e nas estradas municipais afetadas.

“Na Ribeira de Muge, as margens desapareceram porque a água foi tanta que levou tudo. É uma das intervenções mais pesadas”, descreveu.

Apesar da destruição de várias vias rurais, Joaquim Catalão afirmou que a autarquia tem procurado garantir acessos mínimos, sobretudo nas explorações agrícolas.

Entre os casos mais urgentes esteve o da Quinta do Casal Monteiro, cujo acesso “ficou totalmente destruído”, impedindo trabalhadores e produtores de circular.

“A estrada foi reparada por nós, às nossas custas. Vamos intervindo aos poucos nas estradas com mais danos e que são necessárias para os agricultores irem trabalhar”, explicou.

O autarca sublinhou que todas as vias terão de estar operacionais antes das campanhas agrícolas.

“Até às épocas da vindima e da apanha do tomate, as estradas têm de estar todas em condições”, afirmou.

O presidente da Câmara afirmou ainda que Almeirim não recebeu, até ao momento, qualquer apoio financeiro do Governo, explicando que o concelho foi “um dos últimos” a ser incluído na resolução que declarou o estado de calamidade, o que atrasou o processo de envio e validação de informação.

Segundo Joaquim Catalão, em contactos com os municípios vizinhos, as verbas que chegaram “são muito poucas ou quase nenhumas”.

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