O presidente da Câmara do Cartaxo contestou hoje o encerramento do pequeno comércio e vai pedir ao Governo que reconsidere esta medida, que afecta “pequenos negócios de apoio à população” e que “são o sustento de muitas famílias”.

Em comunicado, o socialista Pedro Magalhães Ribeiro afirma que o comércio local “está a ser castigado apesar do cumprimento estrito das normas da Direção-Geral da Saúde” (DGS), sublinhando que no concelho nunca existiu qualquer surto conhecido de transmissão com origem nesses estabelecimentos.

Para o autarca, negócios como cabeleireiros, barbeiros ou esteticistas, que “em grandes cidades podem ser estabelecimentos com muito movimento, espaços enormes, que obrigam a muita mobilidade quer de clientes, quer de trabalhadores”, no concelho “são espaços muito mais pequenos, que na maioria funcionam por marcação, com um cliente de cada vez”.

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Nesse sentido, a Comissão Municipal de Proteção Civil, reunida na quinta-feira, aprovou uma proposta no sentido de apelar ao Governo “para que o comércio local seja entendido de modo diferente, porque é de facto diferente”.

No comunicado é referido que na reunião foi destacado “o investimento financeiro e de alteração de funcionamento que o pequeno comércio e os serviços locais fizeram para cumprir todas as normas impostas pela DGS, que seguiram de forma rigorosa”.

Pedro Magalhães Ribeiro vai ainda pedir ao Governo, “esperando que possa ser considerado ainda antes da revisão” das medidas anunciadas na quarta-feira, a abertura dos centros de estudos e de explicações, “pelo seu papel no apoio às famílias e também pela sua relevância no processo de aprendizagem das crianças e jovens”.

“O argumento do Governo para manter os estabelecimentos de ensino abertos, apesar de se saber que implicam mobilidade e contacto entre muitas pessoas – com o qual concordamos – é o mesmo argumento que se aplica aos centros de estudos e explicações”, refere o autarca na nota, sublinhando as preocupações das famílias com a “recuperação das aprendizagens dos seus filhos, em especial depois do ano letivo transacto em que, claramente, é sabido que as crianças não tiveram na escola formal, o espaço de aprendizagem habitual”.

O autarca adianta ainda que o município “está a trabalhar no regulamento do Programa de Recuperação Económica e Social do Concelho do Cartaxo que irá apoiar as famílias, as empresas e as instituições mais afectadas pela pandemia”.

Um novo confinamento geral entrou hoje em vigor em Portugal continental devido ao agravamento da pandemia de covid-19. A principal alteração relativamente ao primeiro confinamento geral aplicado em Março e Abril é a continuação do ensino presencial em todos os níveis de ensino.

Entre as medidas que estarão em vigor até 30 de Janeiro estão restrições à circulação da população, obrigatoriedade do teletrabalho e encerramento do comércio, com excepção dos estabelecimentos de bens e serviços essenciais.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.994.833 mortos resultantes de mais de 93 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. Em Portugal, morreram 8.543 pessoas dos 528.469 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde. A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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