BE questiona Governo sobre falta de médicos em Ourém

Os deputados do Bloco de Esquerda Fabíola Cardoso e Moisés Ferreira enviaram uma pergunta ao Governo a questionar sobre a falta de médicos na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Freixianda, em Ourém.

Os deputados Fabíola Cardoso e Moisés Ferreira denunciaram que a Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Freixianda, no concelho de Ourém, “se encontra sem assistência médica devido à sobreposição das férias dos dois médicos existentes”.

Nesse sentido, perguntam ao Ministério da Saúde se tem conhecimento da situação e que medidas irá encetar de forma a garantir, no imediato, os cuidados de saúde à população abrangida por aquela unidade.

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Os deputados questionam ainda se a tutela tem “planos para o reforço da resposta na unidade”.

Segundo o documento, a que a agência Lusa teve acesso, a UCSP está sediada na freguesia de Freixianda, mas tem uma área de influência que abrange três freguesias e cerca de 4 mil habitantes.

“Esta unidade está actualmente sem a capacidade de prestar cuidados de saúde essenciais a uma população, na sua maioria, idosa. Isto porque, segundo as informações que nos fizeram chegar, as férias dos únicos dois médicos existentes na unidade foram programadas para as mesmas datas, num total de três semanas”, referem os deputados.

Esta situação, “que terá acontecido também em Agosto de 2019, obriga os doentes a deslocarem-se a Ourém, que fica a cerca de 20 quilómetros de distância”.

Os bloquistas salientam que, “em plena pandemia, muitos destes utentes, a maioria deles idosos, colocam-se em situações de maior risco desnecessariamente”.

“Importa lembrar que o que está em causa não é o direito às férias dos profissionais, mas sim a preparação de um plano que acautele uma resposta aos utentes, sabendo-se das férias dos médicos”, sublinham.

Perante esta situação, entendem os deputados que “é importante que seja destacado um médico substituto, o mais rapidamente possível, para que seja possível responder à população e garantir que ninguém fica sem cuidados de saúde na zona abrangida pela unidade”.

No futuro, “a sobreposição das férias deve também ser um assunto a ter em conta, de forma a evitar situações semelhantes”, defendem ainda.

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