Foto ilustrativa
Foto ilustrativa

Os Bombeiros de Rio Maior denunciaram hoje que várias ambulâncias estão retidas nos hospitais de Santarém e Caldas da Rainha devido à falta de macas nestas unidades, situação que coloca em risco o socorro à população.

“Infelizmente está a acontecer a todos. São situações que dificultam a vida a doentes, profissionais de saúde e a nós também”, adiantou à agência Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários de Rio Maior, Paulo Cardoso.

O comandante desta corporação do distrito de Santarém respondia à Lusa na sequência da publicação na página na rede social Facebook dos Bombeiros de Rio Maior, onde foi denunciada a falta de ambulâncias de socorro nas suas instalações “em virtude de estarem retidas em unidades de saúde por falta de macas ou por não conseguirem disponibilizar os equipamentos [da corporação]”.

Paulo Cardoso explicou que no hospital de Caldas da Rainha, no distrito de Leiria, integrado no Centro Hospitalar do Oeste, encontravam-se às 19:30 três ambulâncias desta corporação sem previsão para os equipamentos serem libertados.

“Caldas [da Rainha] nem é o nosso hospital de referência, que é Santarém, mas como Santarém não tinha hoje serviços de ortopedia, todos os doentes com problemas ortopédicos tiveram que ir para Caldas da Rainha, o que nos dificulta mais, porque é outro distrito, embora a proximidade seja a mesma”, explicou.

Já no hospital de Santarém, encontrava-se pelas 19:30 uma ambulância retida, acrescentou.

Esta situação é causada pela “falta de macas para deixar os doentes, que efetivamente depois causa estes transtornos”, frisou.

“Ficamos com os meios parados, retidos quatro, cinco horas nas urgências dos vários hospitais”, lamentou ainda.

Contactado pela Lusa, fonte do Hospital de Santarém referiu, pelas 21:45, que aquela unidade não tinha macas retidas.

O comandante dos Bombeiros de Rio Maior alertou ainda que, com os equipamentos indisponíveis por estarem retidos em unidades hospitalares, outras corporações de bombeiros deslocaram-se a Rio Maior hoje à tarde para situações de “rotina do pré-hospitalar”, mas que, depois, também estas corporações vão ficando com ambulâncias retidas nos hospitais.

“Torna-se uma bola de neve em que o socorro fica completamente sob o risco de falhar”, concluiu.

A Lusa procurou contactar também o hospital de Caldas da Rainha, mas até ao momento não foi possível obter uma reação.

Leia também...

Vitória de Eduardo Jorge na alteração do Modelo de Apoio à Vida Independente

“Sensação de alívio. Pouco a pouco, começo a acreditar que é possível”.…

Tancos: Defesa de major Vasco Brazão de acordo com anulação do acórdão de julgamento

A defesa do major Vasco Brazão, antigo porta-voz da Polícia Judiciária Militar,…

Obras no valor de mais de meio milhão de euros nos diques de Valada já arrancaram

As obras de reabilitação dos diques de Valada arrancaram na segunda-feira, 23…

Grimoaldo Alhandra Duarte homenageado a 1 de Fevereiro em Santarém

Grimoaldo Alhandra Duarte, aos 100 anos de idade, vai ser homenageado na…