A Câmara de Ourém aprovou a dissolução e liquidação da empresa Fatiparques, da qual era accionista e que visava a construção, gestão e exploração de parques de negócios.

Numa informação enviada à agência Lusa, aquele município do distrito de Santarém adianta que na reunião do executivo municipal de segunda-feira “foi aprovada por unanimidade a dissolução e liquidação da empresa Fatiparques”.

A empresa, matriculada na conservatória em Maio de 2005, tinha um capital social de 610.195 euros, “dividido por acções nominativas, no valor nominal de 5 euros”.

O seu objecto social consistia “na construção, gestão e exploração de Parques de Negócios, nomeadamente do Parque de Negócios de Ourém/Fátima”, e sobretudo assegurar a respectiva instalação, a construção e o funcionamento regular das infra-estruturas e dos serviços comuns às empresas instaladas.

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Por outro lado, tinha ainda como atribuições “fiscalizar a instalação e a actividade exercida pelas empresas instaladas” e “assegurar a cedência ou a alienação dos terrenos ou dos edifícios destinados à instalação de empresas”.

Podia também participar em sociedades com objecto diferente, em sociedades reguladas por lei especial, em agrupamentos complementares de empresas e em agrupamentos europeus de interesse económico.

À agência Lusa, o presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, disse hoje que “esta sociedade anónima visava dinamizar um parque de negócios, junto à Auto-estrada 1, em Fátima, em terrenos privados que seriam depois adquiridos pela empresa”.

“O que a empresa fez foram estudos e projectos para dinamizar o tal parque de negócios, que não se concretizou, daí se ter avançado para a liquidação da empresa”, explicou Luís Albuquerque.

O autarca adiantou que esta “era uma situação que o município tinha para resolver há muitos anos” e reconheceu ter havido “dificuldades em que todos os accionistas estivessem de acordo”.

Na mesma informação, a autarquia acrescentou que em Março de 2020 a assembleia geral da sociedade “deliberou proceder à venda dos terrenos e, posteriormente, proceder à dissolução/encerramento” da sua actividade, tendo os terrenos sido alienados por escritura no mês seguinte.

“Com o valor da venda procedeu-se ao pagamento de dívidas a fornecedores e suprimentos aos accionistas”, referiu, esclarecendo que “o valor remanescente foi distribuído proporcionalmente pelos accionistas”.

A Câmara acrescentou que a Fatiparques foi encerrada em Agosto.

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