O Centro Cultural Recreativo das Fontaínhas e Graínho (CCRFG) homenageou no passado domingo (31 de Maio), a título póstumo, Joaquim Eusébio Matias (Quim), no decorrer de um almoço de homenagem onde marcaram presença, filhos, netos e outros familiares, tendo usado da palavra a filha mais velha, Vera Luís, o vice-presidente da Câmara de Santarém, Emanuel Campos, Luis Carlos Gonçalves, em representação da União de Freguesias da Cidade, o presidente da Associação Cultural das Comemorações do 25 de Abril de Santarém, João Luiz Madeira Lopes e o presidente do Centro Cultural, Jorge Luis Oliveira, entre muitos outros que se juntaram a esta homenagem póstuma.
Joaquim Matias nasceu a 16 de Novembro de 1944 e faleceu a 18 de Maio de 2006.
A família de Joaquim Matias recebeu uma placa que perpetuará a homenagem, tendo Vera Luis, em nome da família, agradecido aos presentes e ao CCRFG a iniciativa de homenagear seu pai, enaltecendo as suas qualidades como homem de família e cidadão participativo na sociedade nomeadamente como dirigente associativo.
Um Homem à frente do seu tempo
Coube a Jorge Luís Oliveira, presidente do CCRFG a apresentação do homenageado, tendo salientado, na sua intervenção, que a homenagem a Joaquim Matias decorreu a 31 de Maio, Dia Nacional das Coletividades, data que assinala a fundação da Federação Distrital das Sociedades Populares de Educação e Recreio, em 1924, saudando os dirigentes e todos os que têm contribuído para o êxito da colectividade.
Joaquim Eusébio Matias, o Quim, natural de Santarém, nasceu a 15 de Novembro de 1944. Cumpriu o seu serviço militar na Força Aérea Portuguesa. Foi mecânico na TAP, cidadão exemplar, de princípios, regras e com grande capacidade do exercício de cidadania, salientou Jorge Luís.
“Foi um dos fundadores do CCRFG em 1975, sendo nos primeiros anos, um dos seus grandes impulsionadores e dando os primeiros passos para pôr a funcionar a nossa colectividade”, prosseguiu.
Segundo Jorge Luís, “deixou uma marca, um exemplo de como se deve trabalhar em colectivo, no exercício em conjunto dos órgãos sociais, respeitando a autonomia de cada órgão, nas reuniões quinzenais, no assegurar o bar e em variadas actividades onde todos participavam, e assim continua hoje”, considerou.
Foi vice-presidente da Direcção em 1975 e presidente entre os anos 1978 e 1983. Foi também presidente da Assembleia Geral nos anos 1976, e de 1995 a 1998. Foi ainda autarca, tendo sido tesoureiro da Junta de Freguesia de São Nicolau nos finais dos anos 80. Foi ainda componente do Rancho Folclórico do Bairro de Santarém de 1995 até 2004, sendo tocador de bandolim. Homem polivalente, construiu também um banjo e o seu próprio bandolim.
Foi-lhe atribuída o nome de rua no Graínho: Rua Joaquim Eusébio Matias (Quim).
Depois das intervenções das entidades oficiais presentes, usou da palavra o sócio da colectividade Vitor Mendes que enalteceu o ser humano que era o Quim, um homem muito à frente da sua época, salientando o seu dinamismo e importância no arranque daquele Centro Cultural, agradecendo aos órgãos sociais a “excelente iniciativa desta justa homenagem”.
Intervieram ainda colegas do Quim na TAP, Joaquim Banha e Edilberto Moço e que também testemunharam sobre a vida e obra do homenageado, “um lutador nos tempos antes de 25 de Abril onde nada era fácil”.
Seguiu-se o espectáculo de música e poesia “Cem anos de poemas e canções” do AbrilArte, com participações do Veto Teatro Oficina e Banda Carpintaria Royal, do Círculo Cultural Scalabitano.




