O Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão (CIJVS), em Santarém, firmou um protocolo de colaboração com a Academia Portuguesa da História, numa sessão que decorreu no passado dia 9 de Março na Casa de Portugal e Camões, em Santarém.

O documento dá letra de forma a uma colaboração que acontece, desde a primeira hora em que o CIJVS foi criado, segundo disse a presidente da Academia Portuguesa da História, Manuela Mendonça.

“Existe uma ligação umbilical entre estas duas instituições. E esta amizade e colaboração fica agora lavrada em papel”, afirmou a responsável, recordando que Joaquim Veríssimo Serrão equacionou, num primeiro momento, doar o seu espólio à Academia Portuguesa da História, mas que, num “balancear de coração”, decidiu- se por Santarém, uma vez que foram criadas condições para a instalação de um Centro de Investigação que herdou o seu nome.

“Ainda assim”, prosseguiu Manuela Mendonça, “na Academia Portuguesa da História, presidida entre 1975 e 2006 por Joaquim Veríssimo Serrão, existe uma sala à parte, com o seu nome e cerca de 1200 volumes que ele fez questão que permanecessem na instituição”.

Para Martinho Vicente Rodrigues, director do CIJVS este protocolo, o 26.º firmado pela instituição, é mais um passo na afirmação de um Centro que se tem mantido com os horizontes abertos.

“A biblioteca de Joaquim Veríssimo Serrão não é mero depósito. Foi a entrega da sua alma a todo o género Humano”, afirmou o responsável do CIJVS.

Nos termos deste protocolo agora assinado, ambas as instituições comprometem-se a colaborar na difusão do conhecimento para além de estar prevista a realização anual de uma iniciativa conjunta.

Criado em 2011, e instalado numa parte do antigo Presídio Militar de Santarém, aí foram colocados à disposição de investigadores, mas também de curiosos e interessados pela história, os milhares de ficheiros que constituíram as “alfaias” da investigação desenvolvida ao longo da vida de Joaquim Veríssimo Serrão, bem como os 30 mil livros, 90 caixas de manuscritos, entre os quais a correspondência que trocou com Marcello Caetano, condecorações, telas, que legou em 2009 à Câmara Municipal de Santarém, cidade onde nasceu.

Agora, o Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão – CIJVS vai passar a funcionar na Casa das Palmeiras – antigo palacete situado na Avenida 5 de Outubro, junto às Portas do Sol, doado ao Município pela proprietária, Maria de Lurdes Dias D’Holbeche Fino.

Decorrem obras de adaptação para acolher o acervo documental num espaço que vai contar também com uma cafetaria, junto ao jardim e a um dos pátios da casa, de acordo com a vontade expressa no testamento, sendo que parte do edifício fica destinado à realização de eventos do Município de Santarém, bem como às Assembleias de Investigadores que o CIJVS realiza regularmente.

Na ocasião da assinatura do protocolo foi proferida a conferência “Joaquim Veríssimo Serrão: o estilo é o próprio Homem”, pela professora Ana Leal de Faria, seguindo-se um período de debate.

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