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O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) vai criar um Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) dedicado à Ortopedia, que pretende reduzir a “lista de espera cirúrgica com mais de nove meses”, foi hoje anunciado.

O objetivo para os tempos de espera cirúrgica, “é reduzi-los abaixo do limite dos nove” meses, “mas baixar para os sete ou oito meses”, disse à agência Lusa o presidente do Conselho de Administração (CA) do CHMT, Casimiro Ramos.

Segundo dados do Centro Hospitalar, em 2021, os tempos de espera cirúrgica era de 468 dias (cerca de 15 meses) e, em 2022, rondavam os 10 meses (301 dias).

Com o planeamento trimestral do CRI hoje anunciado, o total de cirurgias programadas do CHMT em Ortopedia para 2023 vai crescer das 1.392 previstas para as 1.511 (mais 119), vai realizar “mais 11% de cirurgias de anca feitas nas primeiras 48 horas” e “menos 63% de cirurgias reagendadas, face a cancelamentos”, acrescentou Casimiro Ramos.

Em temos de consultas, os objetivos apontam para um crescimento das 10.471 previstas para as 11.106 (mais 635), das quais 6.588 são primeiras consultas e 4.518 consultas subsequentes.

Para o último trimestre de 2023, o CRI Orto do CHMT pretende que 62% das consultas sejam feitas nos tempos máximos de espera de resposta garantida, “quando, em 2022, apenas 3,1% o eram”, indicou o presidente do CA do CHMT.

Afirmando que a Ortopedia é, em muitas unidades hospitalares, “o calcanhar de Aquiles”, Casimiro Ramos disse que o CRI foi contratualizado para o quadriénio 2023-2026 e que a sua equipa multidisciplinar será liderada pelo atual diretor do Serviço de Ortopedia, Amílcar Valverde.

Segundo o responsável, além de “mais eficácia e eficiência”, esta equipa confere à especialidade “mais inovação e desenvolvimento”, fatores que poderão “atrair e fixar” mais profissionais, inclusive com a criação de CRI em outras especialidades, como sejam a “unidade de diabetes e obesidade e a cardiologia”.

As equipas multidisciplinares dos CRI têm autonomia para definir estratégias e objetivos com o propósito de levar mais e melhores cuidados de saúde às populações, potenciando a capacidade instalada preexistente nos hospitais e reduzindo, assim, as listas de espera.

No caso concreto do CRI Orto do CHMT, “desenvolve trabalho multidisciplinar na sua atividade, tendo a colaboração diária das especialidades de Medicina Interna, Fisiatria, Medicina Física e de Reabilitação, Enfermagem, Farmácia, Serviço Social, Assistentes Técnicos e Operacionais”.

Paralelamente, a criação dos CRI “potencia a atração e fixação de profissionais de saúde no SNS, ao serem contratualizados com todos os profissionais que os integram incentivos financeiros pelo desempenho dos objetivos previamente traçados”, indica o CHMT.

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