O presidente da Câmara de Almeirim considerou de “enorme importância” para a região a instalação no concelho do centro logístico da Mercadona para abastecer o sul do país e a zona de Lisboa.

Pedro Ribeiro disse à Lusa não poder adiantar o volume de investimento previsto, nem o número de postos de trabalho que serão gerados por este investimento, que a cadeia de supermercados espanhola quer ter a funcionar em 2023, ano em que projecta abrir a primeira loja em Lisboa.

“É naturalmente um investimento para nós de grande importância, tendo em conta os postos de trabalho que possa vir a criar, quer os directos quer os indirectos” sempre associados a uma base logística desta natureza, declarou, sublinhando que o emprego gerado irá “extravasar o concelho de Almeirim”, sendo “de importância regional”.

O centro logístico da Mercadona, que a empresa anunciou hoje aguardar apenas as autorizações das entidades oficiais para iniciar a construção, vai ficar situado junto à rotunda de acesso à A13 (via que faz a ligação rápida ao Alentejo e ao Algarve) e à ponte Salgueiro Maia, a qual liga à A1 (ligando a Lisboa e à região Centro).

A empresa anunciou que o centro logístico, preparado para responder à expansão projectada para Portugal, das actuais 20 para 150 lojas, será totalmente automatizado, salientando Pedro Ribeiro que este factor é garantia de que os postos de trabalho a criar se destinarão a pessoas com qualificações e seguramente mais bem remuneradas.

Implicará “um sem número de funções, que serão importantíssimos em termos de emprego para o concelho e não só”, salientou, acrescentando que, além da criação de postos de trabalho, estes investimentos representam pagamento de impostos e um contributo para a vida social e económica dos concelhos onde se instalam.

Na apresentação de resultados feita hoje na cidade espanhola de Valência, o presidente da empresa, Juan Roig, traçou como objectivo para os próximos anos em Portugal a abertura de “cerca de 10 supermercados por ano”, estando previstos nove até ao final do corrente ano.

Segundo Juan Roig, a Mercadona facturou 186 milhões de euros em 2020 nas 20 lojas que tem em Portugal, tendo gasto quase o dobro, 369 milhões de euros, a comprar produtos a fornecedores portugueses.

O presidente da Mercadona revelou que a facturação média em cada um dos supermercados que tem em Portugal é 10% superior à facturação média realizada em Espanha.

A empresa indicou que vai continuar a impulsionar o seu plano de transformação 2018-2023 e, para isso, tem previsto investir 1.500 milhões de euros em 2021 (150 milhões de euros em Portugal), que destinará, principalmente, à abertura de 97 novos supermercados, 88 em Espanha e nove em Portugal.

A Mercadona conta criar “mais de 1.600 postos de trabalho estáveis e de qualidade” em 2021, 500 deles em Portugal.

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