Foto de Arquivo

mau tempo que afetou entre janeiro e fevereiro o concelho da Chamusca provocou prejuízos de cerca de 11,5 milhões de euros em infraestruturas municipais, sobretudo na rede viária, revelou hoje à Lusa o presidente da Câmara, Nuno Mira.

Segundo o autarca, o levantamento preliminar dos danos, enviado à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo, indica que a tipologia mais significativa de danos é a de “estradas destruídas”, muitas delas após as ribeiras terem “cavado o terreno por baixo, o que levou ao abatimento total do pavimento”.

Entre as ocorrências mais relevantes, destaca-se a queda de uma ponte na freguesia da Parreira. A estrutura, doada há vários anos pelo Exército, poderá vir a ser desmontada e remontada, mas essa avaliação ainda não foi possível devido ao caudal fluvial elevado e ao estado do terreno.

“Temos de esperar que tudo estabilize. Há ainda terrenos muito alagados e só depois poderemos perceber se é possível recuperar a ponte”, afirmou.

O presidente referiu existirem “muitas estradas totalmente intransitáveis”, pelo que a autarquia, no distrito de Santarém, se encontra já a executar algumas reparações consideradas urgentes, para garantir acessos às populações.

Ainda assim, a Câmara admite que “não tem capacidade para requalificar tudo sozinha” e aguarda por apoios do Governo.

A freguesia da Parreira é, segundo Nuno Mira, “a mais afetada”, pela extensão da área atingida, pela baixa densidade populacional e pelo elevado número de quilómetros de vias destruídas. Ali, a mobilidade “continua bastante condicionada”.

Além da rede viária, o mau tempo atingiu equipamentos públicos, tendo sido registado um dano “considerável numa escola da freguesia de Ulme”. Nos centros de saúde, não há registo de estragos de grande dimensão.

“São ocorrências espalhadas por todo o concelho, mas os danos mais significativos concentram-se na rede viária e na escola de Ulme”, resumiu o autarca.

Em causa está o impacto da depressão Kristin, que atingiu o território continental no dia 28 de janeiro e que levou o Governo a declarar situação de calamidade, inicialmente para 68 concelhos e posteriormente alargada.

A Chamusca foi incluída na lista de concelhos adicionados, passando assim a integrar formalmente o conjunto de municípios abrangidos pela calamidade.

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