Foto: Município de Benavente

Dezanove pessoas tiveram de ser realojadas nas zonas ribeirinhas de Benavente e Samora Correia, devido à aproximação da depressão Marta, informou hoje a presidente da Câmara de Benavente, Sónia Ferreira.

A autarca adiantou que o município retirou previamente das habitações as pessoas que poderiam estar em risco de ser afetadas pelo meu tempo.

“Foram retiradas todas as pessoas que poderiam estar em perigo e cerca de 19 ficaram realojadas em casas de familiares”, afirmou.

Em comunicado, o município de Benavente revelou ter ativado, pelas 11:00, o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, “com o objetivo de salvaguardar pessoas, animais e bens até que a normalidade seja restabelecida”.

Segundo o comunicado divulgado hoje, a ativação do plano, decidida pelo município e pela Proteção Civil de Benavente, pretende ainda garantir “a coordenação institucional e operacional dos recursos disponíveis”, assegurando uma resposta “eficaz, articulada e preventiva”.

Sónia Ferreira explicou que a decisão de ativar o plano, resultou da avaliação contínua da evolução da depressão Marta sobre a região.

“Temos o posto de comando a funcionar para assegurar a coordenação dos meios e garantir uma resposta eficaz à população”, disse, sublinhando ainda que as cheias registadas durante os últimos dias “eram esperadas”.

A autarca referiu não existirem, para já, feridos a registar, mas admitiu que a análise dos prejuízos materiais só poderá ser efetuada depois de estabilizada a situação.

“Tivemos alguns danos ao longo da semana, mas o levantamento final será feito quando tudo acalmar”, afirmou.

Questionada sobre a dimensão da intempérie registada nos últimos dias, Sónia Ferreira afirmou não ter memória de um episódio semelhante no concelho.

“Lembro-me de algumas cheias, mas não com esta dimensão. Fala-se muito nas cheias de 1979, mas eu ainda não era nascida. Os relatos das pessoas mais velhas recordam o que aconteceu nesse ano, mas não me lembro de cheias como estas, que durassem tanto tempo”, afirmou.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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