Chuva na Bélgica, em pleno julho, que trouxe morte e destruição, levando ribeiros a transformarem-se em enxurradas assassinas.

Dilúvios na Alemanha, com destruição de uma Vila e mais de uma centena de mortes, tal a quantidade de água que se abateu no sul daquele país.

Inundações em Londres, de forma totalmente inesperada e em julho. Sem que qualquer previsão levasse a antecipar um fenómeno desta natureza.

Temperaturas a rondar os 50 graus centígrados nos Estados Unidos da América, em zonas da Costa Oeste, onde o calor e ausência de humidade tudo dizimaram.
Neve em cidades do Brasil onde anteriormente, e nesta altura do ano, apenas o sol brilhava.

São muitos os exemplos que o planeta vai-nos oferecendo do avançado estado de cansaço e saturação perante todas as adversidades e ataques que tem sofrido.
Combater as alterações climáticas tem hoje, mais do que nunca, de ser uma das principais prioridades dos países e dos seus Governos. Principalmente dos mais poluidores.

Há sinais positivos por parte dos Estados Unidos da América. A escolha de John Kerry pelo Presidente Biden, como representante especial dos EUA para as alterações climáticas, são um sinal de que a mudança na Casa Branca trouxe de novo aquele país à realidade e para o centro das preocupações com o clima e o planeta.

O tempo urge. Temos menos de uma década para travar a degradação do planeta e ainda chegar a 2050 com objetivos concretizáveis. Durante este período, existirão naturalmente custos que os países terão de estar preparados para assumir: menor atividade industrial, desemprego, menor produção de bens, apoiar ainda mais os países menos desenvolvidos e mais poluidores, acelerar os processos de transição produtiva mais verde, entre outros. A florestação do planeta, a economia circular e a inovação podem já não chegar. A produção do mesmo número de bens com um menor consumo energético e de recursos, pode não bastar.

Por cá, ainda há quem pense que o chamado “gado vacum” é o principal problema e força destruidora do planeta. Causador de todos os males e desflorestação do planeta.
E assim vai o Mundo…em que muitos pensam que um grão de areia é o responsável pela degradação dos Oceanos…

Inato ou Adquirido – Ricardo Segurado

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