O primeiro-ministro afirmou esta terça-feira, 12 de Janeiro, que há um grande consenso para que as medidas de confinamento geral a decretar tenham um horizonte de um mês e que Portugal regista uma dinâmica de “fortíssimo crescimento” de casos de covid-19. António Costa referiu também que a manutenção das aulas presenciais para os níveis de ensino de alunos a partir dos 12 anos será ponderada pelo Presidente da República, Governo, parlamento e outros agentes do sector da educação.

Em relação ao confinamento geral, o primeiro-ministro declarou que que a reunião com os epidemiologistas permitiu concluir que “houve um consenso muito generalizado” sobre a trajectória de crescimento de novos casos de infecção do novo coronavírus e que “as medidas devem ter um horizonte de um mês”.

“Estamos perante uma dinâmica de fortíssimo crescimento de novos casos que é necessário travar”, salientou António Costa, já depois de ter definido a reunião com os epidemiologistas, que durou cerca de quatro horas, “como muito viva e interessante”.

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“Perante a tendência que é manifesta de crescimento da pandemia, é essencial adoptarmos medidas. Essas medidas devem ter um horizonte de um mês e com um perfil muito semelhante àquele que adoptámos logo no início da pandemia, ou seja, no período de Março e Abril”, frisou o líder do executivo.

O primeiro-ministro observou depois que os números sobre novos casos de infectados têm apresentado uma elevada variação e referiu que Portugal, ainda na semana passada, estava na casa dos quatro mil casos de infecção diária, tendo-se chegado depois aos dez mil e registando-se agora cerca de sete mil.

Porém, “independentemente do valor concreto em que o país se encontre – e importa sempre tirar a média da semana -, é certo que se regista uma fortíssima dinâmica de crescimento que é necessário travar. E a única forma de travar é através dos confinamentos”, sustentou.

Perante os jornalistas, o primeiro-ministro considerou que se revelaram insuficientes as medidas de confinamento ao fim-de-semana até agora adoptadas, mas que “permitiram controlar a segunda vaga”.

“Neste momento, temos de ir mais além”, acrescentou o primeiro-ministro.

Aulas presenciais a partir dos 12 anos em ponderação

O primeiro-ministro afirmou também que a manutenção das aulas presenciais para os níveis de ensino de alunos a partir dos 12 anos será ponderada pelo Presidente da República, Governo, parlamento e outros agentes do sector da educação.

Falando aos jornalistas no final da reunião no Infarmed, em Lisboa, António Costa deu praticamente como adquirido que, independentemente da dimensão do próximo confinamento, as crianças com menos de 12 anos vão continuar a ter os respectivos estabelecimentos de ensino abertos.

Durante a reunião, segundo o primeiro-ministro houve “um grande tema de divergência entre os diferentes especialistas e que se relacionou com o funcionamento das escolas, o que exigirá agora a devida ponderação por parte do Presidente da República, do parlamento do Governo”.

“Mas também requer o diálogo com outras instituições, como a Confederação Nacional de Associações de Pais, a Associação dos Directores Escolares, entre outras. Está obviamente fora de causa interromper a actividades de avaliação que se encontram em curso no Ensino Superior”, começou por salientar António Costa.

De acordo com o primeiro-ministro, na reunião, “todos os especialistas foram convergentes de que, até aos 12 anos, nada justifica o encerramento das escolas, mas a dúvida está na faixa intermédia. Aí, as divergências entre os próprios especialistas foram muito grandes”.

“Naturalmente, a ponderação política terá de ter em conta também outros factores e igualmente outros actores”, disse.

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