A mascarada marcial que na terça-feira se organizou na Ribeira e percorreu a cidade na melhor ordem, bivacou por algum tempo na Praça Oliveira Marreca onde foi distribuído o rancho.
Tudo decorria na mais franca e salutar galhofa, quando um ébrio se lembrou de apoucar com ditos de desprezo a mascarada.
Escusado será dizer que a tropa da vassoura, contrariando a doutrina evangélica do falecido chefe do governo Zé Domingues dos Santos, começou a vassourar o atrevido sectário de Baco, intervindo a polícia para proteger o ferido que, querendo aproveitar o vinho fornecido à tropa, não quis aproveitar-se dos serviços da ambulância.
Os ânimos azedaram-se, os guardas já puxavam dos terçados, as mulheres gritavam, quando a intervenção de pessoas de respeitabilidade, pôs termo ao rebuliço.
Simplesmente era escusado que a polícia surgisse depois, em pé de guerra, armada de espingardas para matar… a carriça!
A não se tratar de mais um episódio carnavalesco.
(In: Correio da Extremadura de 28 de Fevereiro de 1925).