No âmbito da programação da Feira Nacional do Cavalo, na Golegã, foi homenageada a Coudelaria Veiga, com sede na Quinta da Broa, Azinhaga do Ribatejo, fundada há 220 anos por Rafael José da Cunha, o denominado Príncipe dos Lavradores Portugueses.

De entre os mais célebres reprodutores da sua coudelaria contam-se dois garanhões de sangue Alter, oferecidos àquele famoso lavrador pelos Reis D. Fernando II e mais tarde, por seu filho D. Pedro V quando visitaram a Quinta da Broa.

Todas as gerações desta ilustre família têm sabido manter e elevar o prestígio alcançado por esta importante coudelaria, que é considerada uma das mais importantes entre os criadores de cavalo Puro-Sangue Lusitano, sendo que o actual proprietário, Eng.º Manuel de Castro Tavares Veiga, é uma verdadeira referência entre os criadores do cavalo lusitano e os ganadeiros de toiros de lide, para além do valioso contributo sempre prestado na valorização e na dignificação da Feira Nacional do Cavalo, cuja organização integra desde há muitos anos.

Curiosamente, ou talvez não, a prestigiada Ganadaria Veiga estreou-se em 1837 na Praça do Campo de Santana, em Lisboa, sendo da sua divisa o primeiro toiro português lidado em Madrid, corria o ano de 1854. A ganadaria passou por diversos processos de partilha, quase se extinguindo, não obstante ainda se mantém na actualidade, pastando na charneca, na Herdade de Talasnas, a pouco mais de 30 Km da Quinta da Broa, e tendo conquistado alguns troféus na passada temporada.

Leia também...

Por onde anda o Grupo de Santarém?

Muitos aficionados ribatejanos que me encontram nas praças de toiros, ou até nas voltinhas da minha vida por Santarém, me questionam sobre o que…

Montijo viveu grande noite de toiros

No primeiro dia de Julho o tauródromo montijense registou uma agradável afluência de público, que preencheu cerca de três quartos da sua lotação, para…

Adeus, Quaresma. Viva a Páscoa!

A Quaresma representa para os cristãos um tempo de reflexão e de abstinência, durante os quarenta dias que antecedem a Páscoa, simbolizando o jejum…

A simbologia de Santo Antão através dos tempos

A constante evolução económica, social e cultural de uma comunidade determina a alteração de costumes e de padrões de vida da respectiva população, pelo…