A distribuição postal do ‘Correio do Ribatejo’ pelos nossos assinantes será esta sexta-feira seriamente prejudicada devido a nova greve dos Correios que decorre desde segunda-feira, pelo que muitos só o irão receber na caixa do correio na próxima segunda-feira, dia 7.

Os trabalhadores dos CTT reivindicam aumentos salariais e reforço de colaboradores para o serviço postal, distribuição e chefes de estação.

João Paulo Narciso, director do Correio do Ribatejo, lamenta que mais uma vez o Jornal “seja seriamente prejudicado” e que estas paralizações “sirvam apenas para contribuir para a má impressão que os cidadãos já têm do serviço postal no nosso país”.

“Uma greve serve para causar impacto no atendimento e no tratamento e distribuição de correspondência para que a empresa perceba a indignação dos trabalhadores e a opinião pública perceba o que se passa nos CTT, apenas reparo que todos nós estamos já fartos de saber o que se passa, pelo que mais greves vêm ainda criar maior repulsa dos cidadãos e das empresas sobre a forma como essa casa [CTT] se organiza”, acrescenta o director do Correio do Ribatejo.

Na passada sexta-feira, em comunicado, a Associação Nacional dos Chefes de Estação dos Correios (ANCEC) manifestou a sua total discordância e incompreensão em relação à greve geral considerando-a “totalmente inoportuna” e que “em nada vem contribuir para a união dos profissionais dos CTT”.

A Associação Nacional de Responsáveis de Distribuição (ANRED), por seu turno, considerou que a paralisação “mais uma vez, tem na sua base motivações estritamente ideológicas e políticas” e referiu que, nas actuais condições, é “oportunista e lesiva dos interesses dos trabalhadores”.

Os CTT já tinham condenado a greve devido à data escolhida, garantindo que não faltam colaboradores no quadro e que vão ser pagos prémios aos trabalhadores.

A greve dos CTT abrange a distribuição postal e a rede de atendimento.

PEV quer reverter privatização dos CTT, PS admite “todos os cenários”

O Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) defendeu ontem, no parlamento, a “reversão da nacionalização” dos CTT, e ouviu o PS admitir “todos os cenários”, incluindo o Estado ter uma parcela na empresa.

Numa declaração política no parlamento, o deputado José Luís Ferreira afirmou que, “apesar da pandemia, a defesa do interesse público não está confinada” e fez a defesa da inversão da decisão do Governo PSD/CDS, que acusou de ter vendido a empresa “a um preço muito abaixo do mercado” aos privados.

E fez um balanço negativo de seis anos de privatização, enumerando “o encerramento de centenas de estações e postos”, a degradação da qualidade do serviço, despedimento de trabalhadores e para os próprios portugueses.

“O Estado já perdeu centenas de milhões de euros em dividendos e o país deixou de ter um serviço de correios público, fiável e seguro”, disse.

Por fim, e num momento em que está a terminar, no final do ano, o contrato de concessão, José Luís Ferreira defendeu que “não restam dúvidas que se impõe avançar com o processo de reversão da privatização dos CTT de forma a que a sua propriedade e gestão regresse à esfera do Estado”.

No debate, o deputado do PS Hugo Costa criticou a opção do PSD e CDS de vender a empresa, “além da ‘troika’” e, já o presidente do parlamento estava a pedir para terminar, disse a frase: “O PS e o Governo defendem que todos os cenários devem estar em cima da mesa, inclusive o Estado voltar a ter uma parcela nos CTT.”

José Luís Ferreira disse ter registado a resposta do deputado do PS que não explicou qual seria o valor ou extensão dessa parcela que o Estado deveria ter na empresa.

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