A EDP está a preparar um projecto-piloto, que deverá arrancar no início de 2020, de produção e armazenamento de hidrogénio na Central Termoeléctrica do Ribatejo. A revelação foi feita pelo presidente executivo da empresa, António Mexia, à Agência Lusa.

O projecto, “que deverá ser apoiado pela União Europeia”, prevê a “produção de hidrogénio a partir de electrólise numa central de ciclo combinado”, disse António Mexia à margem de uma mesa redonda na qual participou na Conferência das Nações Unidas sobre alterações Climáticas (COP25), a decorrer em Madrid.

O responsável da EDP incluiu este projecto numa lista que enumerou para mostrar que a empresa é “líder mundial das renováveis”.

Dessa lista de projectos fazem parte as “redes inteligentes” (optimização dos sistemas de energia até chegar ao consumidor final) e o eólico flutuante (Windfloat Atlantic, uma central eólica no mar, ao largo de Viana do Castelo), entre outros.

Segundo fonte da EDP, o projecto de produção de hidrogénio, uma vez aprovado, “deverá arrancar no início de 2020”, estando prevista a construção da parte de demonstração na Central de Ciclo Combinado do Ribatejo a partir de 2022.

Com um eletrolisador (produzir hidrogénio e oxigénio a partir da água) com capacidade instalada de um MW (megawatt) e 12 MWh (megawatts por hora) de capacidade de armazenamento, este projecto piloto será “uma referência e um dos maiores projectos” desta natureza em Portugal.

Segundo a fonte, esta será “certamente a tecnologia do futuro” para a produção de hidrogénio, permitindo o uso de renováveis, e “essencial” para que Portugal possa atingir as metas de neutralidade carbónica até 2050.

A EDP – através do NEW R&D Centre for New Energy Technologies e da EDP Produção – lidera o projecto piloto de demonstração à escala industrial naquela central, prevendo-se que esteja envolvida uma equipa de cerca de 50 profissionais da empresa.

Com este projecto, segundo a mesma fonte, a EDP pretende “ganhar experiência prática na produção de hidrogénio e sua reconversão em electricidade”, o que permitirá uma análise aprofundada da cadeia de valor do hidrogénio, estudando as aplicações e modelos de negócio mais favoráveis.

O hidrogénio é cada vez mais apontado como uma das alternativas para alcançar um futuro energético limpo, seguro e acessível.

Leia também...

Eco Parque do Relvão quer instalar central fotovoltaica

A Associação Eco Parque do Relvão (AEPR) pretende instalar uma central fotovoltaica visando “reduzir significativamente os custos de produção das empresas que venham a…

Petição exige encerramento de aterro de resíduos em Azambuja

Uma petição que já reuniu mais de 600 assinaturas exige o encerramento do aterro de Azambuja, alegando a existência de maus cheiros e concentração…

“As pessoas têm que perceber que o tratamento dos resíduos tem um custo”

É no Eco Parque do Relvão que, desde 1996, são recepcionadas e tratadas as cerca de 90 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos, produzidos…

Chamusca investe 760 mil euros em nova iluminação LED

Os trabalhos de substituição das actuais lâmpadas da iluminação pública por novas luminárias com tecnologia Led começaram no dia 23 de Julho, na vila…