O início de fevereiro foi assolado por um conjunto de terramotos que atingiram o centro da Turquia e o noroeste da Síria. Os abalos que se seguiram atingiram também o Chipre, a Jordânia, o Líbano e o Iraque.

Ao primeiro abalo do dia 6 de fevereiro, seguiram-se outros de impacto diverso, afetando de forma mais evidente a Turquia e o sudoeste da Síria. De acordo com os dados que já são conhecidos, o epicentro do terramoto mais forte ocorreu na cidade Turca de Gaziantep, alcançando 7,8 na escala Richter.

O 2º maior abalo sísmico registou-se em Kahramanmaras, igualmente na Turquia, e atingiu 7,5 na escala Richter. Estas duas cidades estão localizadas na denominada falha de Anatólia onde se encontram 3 placas tectônicas: Anatólia, Africana e Arábica.

Para terem uma noção da­ Escala Richter, sendo este um sistema utilizado para quantificar a intensidade dos terramotos e a sua manifestação na superfície da terra, teoricamente não existe limite, mas é comum referir- se que não ultrapassem o grau 10.

Ao terramoto sucederam-se as imagens da destruição e da esperança.

A erosão massiva de locais e cidades regista já uma perspetiva de prejuízos que podem superar os 80 mil milhões de euros e mais de 40 mil mortos.

A multiplicidade das imagens de destruição que nos entra pela casa é violenta. Mas o cenário de destruição e perda registados naqueles países é de muito maior e infinita dimensão. São prédios e casas que foram vaporizadas. Vilas e cidades destruídas. Vidas e sonhos que ficaram num ápice por viver.

As imagens de salvamentos, que quase uma semana depois ainda foram ocorrendo, devem encher de esperança e valorizar o trabalho de todos aqueles que se encontram naqueles cenários de destruição e que ainda tentam salvar vidas.

São imagens brutais, de luta contra o tempo e de luta pela vida.

Em muitos casos com muita felicidade. As imagens de salvamentos. De crianças, com os seus pais ou mães a proteger os filhos por baixo de escombros, de irmãos que protegem irmãos na esperança de serem salvos, fazem-nos refletir e chorar. Primeiro, esmagam-nos o peito.

Depois, cortam-nos as palavras. E depois fazem-nos ficar de garganta seca. Com lágrimas no rosto.

Os diversos países mundiais têm tentado auxiliar nos trabalhos de salvamento. O Mundo uniu-se. Essa União vai ser ainda mais necessária para a recuperação e reconstrução daqueles territórios.

É essa esperança que agora tem de nos mover.

Para que as lágrimas agora derramadas possam ser um dia um sorriso. Que nunca será total.

Mas, que seja ainda possível, aos que ficaram e sobreviveram, sorrir perante a vida.

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