A Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, será a sede da Universidade Politécnica do Ribatejo e terá uma residência para 110 estudantes, indicou o presidente da Câmara Municipal, João Leite, sublinhando que será “um polo estruturante” do projeto académico da região.

“A Escola Prática de Cavalaria será o coração administrativo e logístico da futura Universidade Politécnica de Santarém”, afirmou João Leite na reunião do executivo municipal, acrescentando que a Câmara está a ultimar projetos “de reabilitação e adaptação” do espaço.

Segundo o autarca, a Escola Prática de Cavalaria vai receber 110 estudantes numa nova residência universitária, no âmbito de um projeto anunciado em 2025.

As obras da nova residência de estudantes estão já em execução e a decorrer “a bom ritmo”, após vários constrangimentos no concurso público que obrigaram à repetição do procedimento, acrescentou João Leite.

Para além da nova residência de estudantes, a Escola Prática de Cavalaria vai acolher ainda 180 trabalhadores atualmente instalados no Instituto Politécnico de Santarém, sendo que essa deslocalização permitirá “abrir novas salas de aula” e aumentar a capacidade de resposta do município face ao crescimento previsto de alunos, referiu o presidente da Câmara.

O objetivo, disse, é criar “todas as respostas essenciais” num espaço contíguo ao centro histórico”, tendo a concentração de estudantes e profissionais “às portas do centro histórico” um impacto direto na economia local.

João Leite afirmou ainda que a transformação do Instituto Politécnico de Santarém em universidade politécnica, um projeto promovido pelos 11 municípios da Lezíria do Tejo, está “a ganhar dimensão pública” e deverá dar passos decisivos “muito em breve”, depois de o Ministério da Educação ter informado que o enquadramento legislativo seguirá para apreciação no parlamento.

Paralelamente, o presidente da Câmara destacou o projeto do Centro de Inovação e Tecnologia da Lezíria do Tejo, desenvolvido também em articulação com os 11 municípios da Comunidade Intermunicipal.

De acordo com o autarca, o centro irá juntar áreas como agrotecnologia, ciências da vida, agricultura e saúde, procurando atrair “multinacionais, investigação e talento jovem” para a região.

“Este centro vai dar suporte científico e tecnológico à futura universidade, criando massa crítica e condições para fixar jovens qualificados”, salientou, adiantando que a estrutura integra o documento estratégico entregue pelo município à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e ao Ministério da Educação.

João Leite afirmou ainda que o investimento em curso no Instituto Politécnico de Santarém ultrapassa os 28 milhões de euros, no âmbito do Portugal 2030, incluindo obras em instalações, equipamentos e residências, o que demonstra “uma ambição alinhada com décadas de reivindicação” pela criação de ensino universitário público na região.

O autarca apelou, por fim, ao apoio dos partidos e dos deputados do distrito para que a Universidade Politécnica do Ribatejo seja “uma prioridade estratégica” e possa avançar sem atrasos.

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