O Hospital Distrital de Santarém acolheu hoje a sessão de lançamento do curso de Pós-graduação em Hospitalização Domiciliária, uma formação pioneira no país, ministrada pela Escola Superior de Saúde de Santarém.

Segundo João Moutão, presidente do Politécnico de Santarém, este novo curso representa “o ensino de futuro” que a instituição quer abraçar.

“Defendemos, precisamente a prática deste tipo de ensino, ‘fora de muros’, transformador, realizado em parceria com instituições locais e empresas e que, efectivamente, respondam a necessidades concretas dessas mesmas organizações”, afirmou o responsável.

“Esta é a primeira pós-graduação do País nesta área e é algo que nos orgulha a todos porque estamos, efectivamente, a contribuir para melhorar os serviços de saúde na região”, acrescentou João Moutão.

Também a directora da Escola Superior de Saúde do Politécnico de Santarém, Hélia Dias, vincou que esta nova formação representa “um ponto de viragem”, uma vez que coloca a academia, ainda mais, “ao serviço da comunidade”.

Ana Infante, presidente do Conselho de Administração do Hospital Distrital de Santarém, destacou a “grade mais-valia” para os utentes deste tipo de serviço, tendo referido que, em 2022, a Unidade de Hospitalização Domiciliária (UHD) do Hospital admitiu 226 doentes, o que representa um acréscimo de 23% face ao ano de 2021. Para responder às necessidades de cuidados destes doentes, foram realizadas 2.334 visitas e percorridos 36.610 quilómetros.

“Cada vez mais esta é uma resposta com mais procura”, disse, saudando o facto de a região poder passar a contar com uma formação específica nesta área.

Desde que entrou em funcionamento, em 28 de Junho de 2019, os profissionais da UHD avaliaram 1.607 doentes, admitiram 568 e realizaram 6.911 visitas domiciliárias, tendo permanecido na casa dos doentes 5.411 horas.

A Unidade de Hospitalização Domiciliária tem vindo a “alargar a cobertura geográfica” e actualmente assegura a prestação de cuidados à população dos concelhos de Santarém, Alpiarça, Almeirim, Rio Maior e Cartaxo.

Desta forma, e desde que os doentes reúnam “um determinado conjunto de critérios clínicos, sociais e geográficos”, podem estar internados no conforto do seu domicílio. A equipa garante o atendimento 24 horas por dia, todos os dias, “e fornece e gere terapêutica aguda e crónica do doente e outros materiais de consumo.

Tendo o projecto de Hospitalização Domiciliária no HDS ter começado com uma lotação de três camas, aumentou entretanto para oito camas e o objectivo é reforçar ainda mais esta valência: “No futuro, queremos aumentar a capacidade instalada e ainda iniciar o processo de certificação da Unidade junto da Direcção-Geral da Saúde.”

A hospitalização domiciliária é um modelo de cuidados de saúde que tem vindo a ganhar cada vez mais importância em Portugal nos últimos anos. Este modelo de cuidados médicos é especialmente útil para pacientes que precisam de cuidados hospitalares, mas que preferem ficar no conforto de suas próprias casas em vez de estarem internados num hospital.

Um dos principais benefícios da hospitalização domiciliária para os doentes é o aumento da qualidade de vida. O doente pode permanecer no conforto da sua casa, rodeado de familiares e amigos, enquanto recebe os cuidados de saúde necessários. Além disso, a hospitalização domiciliária pode ajudar a reduzir o risco de infecções hospitalares, que podem ser um problema sério para doentes com o sistema imunitário comprometido.

Outro benefício importante da hospitalização domiciliária é a redução do stress associado à hospitalização. Muitas pessoas sentem-se mais calmas e tranquilas em casa do que num ambiente hospitalar. A hospitalização domiciliária permite que o doente esteja num ambiente familiar, o que pode ajudar a reduzir a ansiedade neste período de convalescença.

A hospitalização domiciliária também pode ajudar a melhorar a comunicação entre o doente e a equipa de saúde. O médico e a equipa de enfermagem podem visitar o doente em casa e falar com ele directamente, o que pode ajudar a melhorar a comunicação e a compreensão do plano de cuidados. Além disso, a equipa de saúde pode envolver mais facilmente a família e os cuidadores no processo de recobro.

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