“Mãe, fala para o ouvido bom…” é o título da obra da autoria de Susana Branco, que incide sobre a surdez unilateral, um tema pouco falado e do qual muitos não têm conhecimento. O livro visa, por isso, “dar a conhecer a surdez unilateral e a saber como lidar com ela, sobretudo emocionalmente, mas fazendo-o desdramatizando e trazendo abertura ao assunto, simplificando”, refere a autora.
Trata-se de uma obra amadurecida pelo passar do tempo, “escrito sem pressas”, mas com a meta da precisão informativa. É um conto baseado em factos reais, e uma história de superação.

De que trata este livro?
“Mãe, fala para o ouvido bom…” é uma obra que incide sobre a Surdez Unilateral, um tema pouco falado e do qual muitos não têm conhecimento.
É um conto baseado em factos reais, que nos transporta à história da Maria Lilás, nome inventado para uma menina real, e que traz para a linha da frente dados clínicos e de actuação reais, em contraposição com mitos, medos e estereótipos. Desde que a menina contou à irmã e à mãe que não ouvia de um ouvido até ser diagnosticada a surdez, como foi aceite pela família, como superou e como é a vida da Maria, agora adolescente.
Assim, tem como objectivos dar a conhecer a surdez unilateral e saber como lidar com ela, sobretudo emocionalmente, mas fazendo-o desdramatizando e trazendo abertura ao assunto, simplificando e com naturalidade.

Como o estruturou?
Propositadamente curto, leitura fácil e linguagem simples, mas com precisão informativa e preço simbólico, para que todos possam ter acesso ao mesmo.
O livro é dividido em três partes: Conto, Explicação do conto e Parte técnica relativa ao Funcionamento da Audição, Surdez, SSD-Single sided deafness, Tratamento da surdez unilateral e como cuidar da audição.
Tem uma forte componente ilustrativa, para que o olhar viaje pela cor, luz, texturas, enquanto, com serenidade, percepciona a informação contida na obra.
Foi revisto por otorrinolaringologistas e analisada por outros artistas plásticos, no que se refere à ilustração.

Onde encontramos a obra disponível?
Em toda a rede de livrarias do país, online e em e-book. Igualmente disponível no Brasil e com possibilidade futura de distribuição por outros países e de versão áudio.

A quem se dirige a obra?
Transversal, para todos, independentemente de idades ou qualquer nomenclatura, para que crianças, pais e restantes familiares não fiquem atónitos ou confusos perante a descoberta da surdez. Ainda a educadores e professores. Para ser lido nas escolas, pelos avós aos netos, por adolescentes, enfim, mesmo por todos.
Verifica-se a necessidade de abertura sobre o assunto e rastreio da surdez unilateral, desde o nascimento e ao longo da vida, estando todos nós informados e despertos para os sinais, porque para quem não conhece esses sinais passam facilmente despercebidos ou são percepcionados por exemplo como distracção.

É importante, na sua óptica, trazer para a opinião pública esta problemática?
Crucial. Em termos pessoais, familiares e de mercado de trabalho. O seio familiar, o meio escolar e a sociedade são locais indispensáveis onde esta informação deve ser veiculada e debatida, porque quando não temos conhecimento de um tema ele transforma-se num peso impossível de sustentar. O oposto, conhecer, traz leveza ao agir e necessitamos dessa tranquilidade, na busca tanto de soluções como de aceitação, caso contrário tudo é ansiedade, dor, conflito, receio, fuga.

Porque decidiu lançar uma edição bilingue?
Cada vez mais vez mais temos uma sociedade portuguesa global em termos de nacionalidades e é necessário fazer chegar nitidamente a mensagem. Pensar em contexto macro-estrutural surge como fundamental, assim como didáticamente. Ler em inglês, e noutras línguas, é impreterível. Seria bom traduzir para mandarim, por exemplo, pelo que deixo a porta aberta a tradutores.

Tem outros projectos literários na carteira?
Sempre, alguns a decorrer e outros a serem delineados. Escrever é sublime e é-me inerente. Mas agora este lançamento, que espero que seja útil e interessante para o leitor!

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