O impacto económico total do Instituto Politécnico de Santarém na região ascende a 41,7 milhões de euros, revela um estudo, o qual salienta que a instituição de ensino superior é vital para a competitividade da região.

“O cálculo do impacto do IPSantarém na região faz-se, em primeiro lugar, a partir do impacto directo que têm as despesas da própria instituição e dos seus estudantes, docentes e funcionários não docentes que não são oriundos da região (e que se deslocaram para ela). Assim, a despesa global estimada dos 3852 estudantes rondou 18,5 milhões de euros, a despesa global estimada dos 296 docentes foi cerca de 4,7 milhões de euros e a dos 174 funcionários foi 1,1 milhões de euros”, refere o IPSantarém em comunicado

O somatório dos gastos directos perfaz um valor que ronda os 24,5 milhões de euros anuais.

Considerando os gastos indirectos e induzidos, o valor global de gastos na região ronda os 41,7 milhões de euros, frisa o politécnico.

“O valor global de 41,7 milhões de euros representa cerca de 3,7% do PIB dos concelhos de Santarém e Rio Maior, e de 1,2% do PIB da NUTS 3 Lezíria do Tejo”, acrescenta o documento.

As NUTS correspondem às divisões regionais do território.

Em 2018, o Politécnico de Santarém (IPSantarém) integrou o estudo dinamizado pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) sobre o impacto económico dos Politécnicos de Beja, Bragança, Castelo Branco, Cávado e Ave, Guarda, Leiria, Portalegre, Santarém, Setúbal, Tomar, Viana do Castelo e Viseu nas respectivas regiões.

O impacto económico destas instituições foi avaliado tendo em conta a estimativa de gastos dos docentes, dos funcionários, dos estudantes e da própria instituição em gastos correntes em bens e serviços de empresas locais.

“Constatando-se que o investimento directo do Estado no IPSantarém ascendeu a 13,5 milhões de euros, em 2017, é possível concluir que se gerou um impacto na região de cerca 3,08 euros por cada euro investido pelo Estado”, frisa o documento.

Segundo o IPSantarém, os dados demonstram que a grande maioria do impacto económico directo na região advém dos gastos que os estudantes realizam, sugerindo que a “atracção e fixação de estudantes” seja um factor a considerar na estratégia futura de desenvolvimento económico da região.

“Fica demonstrado que o investimento no IPSantarém, é altamente reprodutivo, e que a sua vitalidade, e consequentemente da região, dependerá da sua capacidade de ser competitivo quer a nível nacional, quer internacional”, conclui.

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