Gastronomia, artesanato e vários espetáculos são alguns dos destaques da 42.ª edição do Festival Nacional de Gastronomia de Santarém, que arranca em 27 de Outubro e conta pela primeira vez na organização com associações e instituições do concelho.

Em declarações, o vice-presidente da Câmara Municipal de Santarém, João Teixeira Leite, adiantou que o Festival, que é hoje apresentado, vai decorrer entre 27 de Outubro e 05 de Novembro em Santarém.

“Estamos a falar do principal evento gastronómico do nosso país. O primeiro festival gastronómico que Portugal teve, o mais antigo, mais transversal e representativo de forma factual no nosso país a nível gastronómico. É fundamental para o país e para o nosso concelho. Santarém tem-se afirmado nos últimos anos como a capital nacional da gastronomia e é o evento chapéu de outras iniciativas que fazemos ao longo do ano”, destacou.

De acordo com João Teixeira Leite, a edição deste ano conta com uma novidade: o envolvimento na organização do evento, pela primeira vez, de um conjunto de associações e instituições do concelho, que vão fazer parte da dinâmica.

“Vamos ter um acordo de parceria que vai ser assinado no dia da inauguração do festival. Estamos a falar da Associação Nacional dos Municípios do Vinho, que vai ter uma praça do vinho onde vão mobilizar mais de 47 municípios em torno da temática do vinho, da etnografia e cultura desses municípios, a Associação Comercial de Santarém, que vai dinamizar um conjunto de atividades, a Confraria do Ribatejo, que vai realizar ‘workshops’ e conferências e, no dia 29 de outubro, vamos apresentar a Carta Gastronómica de Santarém, um passo importante do município na valorização da gastronomia”, disse.

O vice-presidente da Câmara de Santarém adiantou que, no espaço do festival, que decorre nas antigas cavalariças da Casa do Campino, vão estar presentes 30 produtores agroalimentares, 20 doçarias, 18 ‘stands’ comerciais e institucionais, 30 artesãos, oito restaurantes permanentes, nove regiões de vinhos e diversas demonstrações gastronómicas.

“Vamos ter uma repetição da novidade que introduzimos no ano passado: o conceito de juntar a tradição à modernidade. A imagem do festival tem um cozido à portuguesa confecionado de forma tradicional e outro de um modo mais inovador. Vamos ter dezenas de chefes que trazem a modernidade”, indicou.

João Teixeira Leite adiantou também que no evento vão estar chefes com estrelas Michelin na “Zona do Banquete”, na Casa do Campino, como Marlene Vieira, Paulo Morais, Louis Anjos e Arnaldo Azevedo.

“Todos os dias vamos ter cultura, espetáculos, concertos. Artesanato, os nossos produtores agroalimentares, duas cozinhas de demonstração, vários ‘shows cokings”, stands institucionais parceiros do festival e do município e que são muito importantes para a sustentabilidade financeira, afirmou.

Segundo João Teixeira Leira, o evento do ponto de vista financeiro é sustentável, tem bastante receita pela participação das marcas privadas, rondando os 400 mil euros.

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