O Governo prolongou esta segunda-feira, 30 de Setembro, o período crítico de incêndios até 10 de Outubro, no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta Contra Incêndios, devido à previsão de tempo seco e quente.

Num despacho do secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas, publicado em Diário da República, é referido que o período crítico é prorrogado até 10 de Outubro devido à previsão da “manutenção do risco de incêndio rural em níveis elevados”.

A época de fogos considerada mais crítica terminava hoje, com uma redução de meios na primeira metade do mês de Outubro, que seria maior a partir do dia 15.

Em causa estão “as circunstâncias meteorológicas prováveis para os primeiros 10 dias do mês de Outubro, de temperaturas com valores acima do que é o padrão para a época, uma baixa probabilidade de ocorrência de precipitação com uma previsão do nível de precipitação abaixo da média, com tendência para tempo seco e quente em todo o território nacional”, é referido no despacho.

Assim, segundo a nota do Governo, durante o período crítico de incêndios, nos espaços florestais ou agrícolas, é proibido fumar, fazer lume ou fogueiras, fazer queimas ou queimadas, lançar foguetes e balões de mecha acesa e fumigar ou desinfestar apiários, salvo se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas.

É também proibido fazer circular, ou utilizar, tractores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor, sistema de retenção de fagulhas ou faíscas e tapa chamas nos tubos de escape ou chaminés.

“Face às condições descritas, considera-se necessário continuar a adoptar as medidas e acções especiais de prevenção de incêndios florestais, que decorrem durante o período crítico, no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios”, é sublinhado na nota.

Depois da época mais crítica passa-se a um nível de empenho operacional denominado “reforçado de nível III”, de acordo com a Directiva Operacional Nacional (DON), que estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR).

Dados disponíveis na página da Internet do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) indicam que este ano, até 27 de Setembro, deflagraram 10.289 incêndios rurais, que atingiram 41.006 hectares, 51% de povoamentos florestais, 38% de matos e 11% de agricultura.

Até 1 de Julho tinham deflagrado 4.888 incêndios rurais que atingiram 9.705 hectares de florestas, 41% dos quais em povoamentos florestais, 43% em matos e 17% em áreas agrícolas.

Os números indicam que houve um aumento para o dobro do número de incêndios e quadruplicou a área ardida.

Leia também...

Movimento de libertação dos cães acorrentados de Santarém pioneiro em Portugal

Um cão acorrentado permanentemente viola a lei portuguesa em vigor relativa ao acondicionamento de animais (Decreto-Lei nº 276/2001 e Decreto-Lei nº 315/2003) no entanto…

1.º de Maio celebrado em Santarém

A União dos Sindicatos de Santarém realiza no 1.º de Maio, nesta cidade, pelas 15h00, um desfile, entre a Rotunda do Forcado e o…

Blog “O Meu Escritório é lá Fora!” vence prémio de Blog mais popular na FITUR

O Blog “O Meu Escritório é lá Fora!”, da autoria de Carlos Bernardo, venceu o prémio na categoria “blog más popular”, pela segunda vez,…

Empresa de capitais Luso-Americanos investe 6 milhões de euros no Cartaxo

A empresa BB&G – Alternative Worldwide Environmental Solutions, Lda (BB&G), representada pelos empresários Germano Araújo Carreira e David Fowler, vai construir uma unidade industrial…