O ministro da Agricultura anunciou a criação de um grupo de trabalho que engloba o Governo e Vila de Rei, Sertã e Mação, para preparar um projecto agro-florestal de médio e longo prazo para os três concelhos.

“O grupo de trabalho envolve desde já o Ministério da Agricultura e o Ministério do Planeamento. Iremos procurar que também os Ministérios da Economia e do Ambiente possam associar-se e as três câmaras municipais, no sentido de prepararmos um projecto agro-florestal de médio e longo prazo, que possa ser candidatado aos diversos instrumentos financeiros que estão sob a gestão destes diferentes ministérios”, afirmou Capoulas Santos.

O governante falava à saída de uma reunião efectuada em Mação, com os presidentes de câmara dos três concelhos afectados pelo incêndio que começou no sábado em Vila de Rei e que apenas foi dominado na terça-feira.

Capoulas Santos explicou que este vai ser um projecto de médio e longo prazo, sem o qual disse ser impossível ter uma floresta e um mosaico agro-florestal diferente.

“Não teremos uma floresta e um mosaico agro-florestal diferente nas próximas 24 horas ou nas próximas duas semanas, mas temos a consciência de que se não o começarmos hoje nunca o teremos”, sustentou.

Realçou ainda a “boa cooperação” na procura de soluções entre todos os intervenientes para que no futuro se tenha um país mais seguro e uma floresta mais adequada às circunstâncias actuais e aos desafios das alterações climáticas.

O ministro da Agricultura explicou ainda que, no imediato, é preciso acudir aos problemas da alimentação animal, onde se incluem as abelhas.

“Está instalada uma base logística em Vila de Rei, onde estão a ser distribuídos alimentos para os animais e, na próxima segunda-feira, serão distribuídos cinco toneladas de açúcar para alimentação dos apiários que ficaram impedidos de aceder à flora na sequência do incêndio”, frisou.

Nos apoios aos agricultores, disse que foi acordado um mecanismo de cooperação que envolve os municípios, as organizações de produtores e o Ministério da Agricultura.

“Vai estar disponível a partir do dia 01 de Agosto um gabinete de informação que vai informar os agricultores da forma como poderão apresentar os seus projectos e como poderão ser ajudados e quais os montantes disponíveis para isso”, sublinhou.

O governante explicou que são elegíveis máquinas, alfaias agrícolas, instalações, estábulos armazéns, culturas permanentes como a vinha ou o olival, tudo de acordo com uma tabela que existe e com candidaturas próprias.

“As despesas podem desde já ser efectuadas, uma vez que, apresentadas as facturas, elas serão elegíveis a partir da data da ocorrência”, afirmou.

Vai também ser fixado um período de candidaturas até ao dia 15 de Setembro.

Capoulas Santos disse que se por um lado este é um período longo, porque gostaria de poder pagar tão depressa quanto possível, por outro lado este é o tempo mínimo necessário para que as pessoas possam apresentar as respectivas candidaturas.

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