Os utentes do Hospital Distrital de Santarém tem agora melhor acesso à primeira consulta de Oftalmologia, tendo o tempo de espera de consulta ter sido reduzido para pouco mais de 60 dias, quando em igual período do ano passado era de 196,55 dias, em média.

Esta redução do tempo de espera deveu-se ao esforço acrescido dos profissionais, à contratação de vários especialistas e alguma redução transitória do afluxo de doentes às consultas permitiram equilibrar a lista de espera.

“2020 foi um ano atípico, em que o Serviço de Oftalmologia viu o seu espaço de trabalho ser cedido à urgência dedicada à Covid-19 entre os meses de Março e Julho, com a consequente suspensão das consultas externas”, conta Cristina Amorim, directora do Serviço de Oftalmologia do HDS.

De acordo com a responsável, nessa altura, manteve-se o apoio aos doentes através do serviço de urgência.

“A partir de Agosto iniciou-se um trabalho de recuperação intenso da actividade que ficou para trás. Inicialmente, contávamos apenas com a equipa do HDS, que posteriormente foi reforçada com mais quatro oftalmologistas. Neste momento, somos sete médicos e dois técnicos de Ortóptica”, refere.

Em Março de 2020 o tempo de espera para consulta era de 196,55 dias com apenas 30% das consultas realizadas dentro dos tempos máximos de resposta garantidos. Um ano depois, em Março de 2021, o tempo de espera foi reduzido para 68, 2 dias e 81% de consultas foram efectuadas dentro dos tempos máximos de resposta garantidos.

De acordo com Cristina Amorim, existe um grande afluxo de doentes mais velhos às consultas, porque a zona de incidência do Hospital tem “uma população envelhecida e existe uma grande prevalência de doentes diabéticos, o que faz com que as nossas consultas sejam muito procuradas”.

A médica salienta que, na idade adulta, as principais patologias que conduzem às consultas são a diabetes ocular, as degenerescências maculares, as cataratas e os glaucomas. Por sua vez, na idade pediátrica, as consultas de Oftalmologia ocupam-se especialmente dos erros refractivos, da recuperação de ambliopias e dos estrabismos.

Tem havido sempre a preocupação de renovar os equipamentos, de modo “a aumentar a oferta e a melhoria dos cuidados prestados”. Exemplo disso é a chegada de um equipamento de fotocoagulação da retina para substituir um antigo que estava fora de serviço e que permite não só fazer os tratamentos aos diabéticos, mas também a algumas formas de glaucoma e lesões da retina.

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