O Jornal Correio do Ribatejo integrou, juntamente com O Almeirinense, a Rede Regional, a RCA de Almeirim e a Rádio Bonfim, um consórcio de meios regionais de comunicação social com o fim de promover debates entre os candidatos às câmaras municipais de dez concelhos da Lezíria do Tejo.

Foi uma aventura bonita que correu bem e que terá a sua conclusão no próximo domingo – Dia das Eleições – com uma emissão transmitida em directo nas redes sociais destes cinco meios, entre as 20 e as 24 horas, para cobertura dos resultados eleitorais.

Não fazia sentido ficarmos apenas pelas entrevistas sem divulgarmos quem mereceu a preferência dos eleitores.

O número de visualizações dos dez debates, de Benavente a Santarém, da Chamusca a Rio Maior, surpreendeu-nos e entusiasmou-nos. O feedback positivo demonstrado pelas diferentes candidaturas partidárias e movimentos de cidadãos que elogiaram o nosso trabalho, a nossa independência e o nosso empenho deixam-nos com o sentimento do dever cumprido.

Dos 47 candidatos às 10 câmaras municipais apenas um faltou à chamada. Foram noites de conversa, intensas, participadas, com bem mais de 250 mil visualizações no Facebook dos cinco órgãos de comunicação social.

Depois de todo este trabalho em prol do esclarecimento e informação falta agora o mais importante: anunciar quem ganhou as eleições autárquicas nos diferentes concelhos do distrito de Santarém e, como vivemos em democracia, ouvir vencedores e vencidos.

Assim, domingo, dia 12, a partir das 20 horas, fiquem sintonizados com qualquer um dos cinco meios de comunicação social que num gesto quase histórico uniram esforços para vos informar sobre quem irá dirigir os destinos dos concelhos da região em novo mandato autárquico de quatro anos.

Mas antes da leitura dos resultados há que contribuir para eles. Dar um voto de confiança ao cruzar dois riscos num boletim. 

Que cada um de nós não deixe de ir. Que vá a passo, a compasso, sorridente, confiante, animado, constipado… mas vá! E se a cruz que desenharmos nesta peregrinação que fazemos não for a mais votada, será sempre a de quem disse presente e não deixou para os outros as súplicas, os reparos, os elogios ou desencantos. 

Não ir votar é riscar o futuro com uma caneta sem tinta, sem pinga do sangue que deve correr, pujante, nas veias da nossa terra. É renunciar, é ver o mundo passar cada vez mais longe, enquanto alienamos o futuro e encolhemos os ombros ao desistirmos de o construir num presente que, por tudo e por nada, nos habituámos a censurar. 

Que ninguém decida por mim. Que decida diferente, mas que todos consagrem esse direito que deve ser sempre um dever devoto, honrando a democracia. 

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